Prefeitos têm expressado a deputados da base governista, tanto federais quanto estaduais, sua preocupação com o risco de descumprimento das promessas do governo em relação à injeção de recursos em seus municípios até o final do ano. Embora alguns convênios tenham sido assinados, a situação nos órgãos e secretarias responsáveis pela execução das intervenções é alarmante, com a maioria afirmando que não há dinheiro disponível.
Essa desconfiança em relação às promessas do governo, ao confrontar a realidade da administração estadual, tem levado os gestores municipais a buscar apoio no escritório político do ex-ministro Rui Costa (PT). Eles apresentam suas queixas sobre a falta de confiança no secretário de Relações Institucionais, Adolfo Loyola. Um dos prefeitos declarou que "ninguém mais confia nele".
O estilo de Loyola, que é visto como um articulador político do governo, tem contribuído para seu isolamento dentro do grupo governista. Isso resultou em um recuo de muitos gestores que inicialmente se mostraram favoráveis a Jerônimo e acabaram se aproximando de ACM Neto (União Brasil), candidato oposicionista. Para esses prefeitos, a simpatia de Loyola, que não se traduz em ações efetivas, perdeu seu apelo.
Apesar do cenário desolador do governo, os prefeitos encontraram uma motivação para trabalhar pela reeleição do governador: a migração de bandas B, formadas por adversários locais que não eram originalmente da oposição, para a candidatura de ACM Neto. Um dos prefeitos comentou que essa é a única razão que os tem incentivado a atuar.
Enquanto as queixas sobre o governo Jerônimo aumentam, o senador Jaques Wagner (PT) viajou à China a convite da BYD, o que gerou críticas entre os prefeitos, que sentem que a situação está fora de controle. Mesmo assim, eles afirmam que Wagner impede que Rui assuma a coordenação política do governo e contribua para a reeleição do governador.
A alegação é que Wagner estaria disposto a aceitar uma derrota de Jerônimo para ACM Neto, mas não abriria mão do controle do Executivo para Rui. Fontes próximas ao senador afirmam que ele acredita que pode se sair bem na disputa pelo Senado e ainda eleger seu assessor Lucas Reis para a Câmara dos Deputados, em torno de quem a máquina estadual parece estar mais articulada nesta eleição.
O PSDB tenta convencer figuras importantes do partido a se candidatar à Câmara dos Deputados, mas vereadores tucanos revelaram que preferem concorrer à Assembleia Legislativa da Bahia. Anderson Ninho foi o primeiro a anunciar que não se candidatará a federal, optando por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia, onde pretende ser o "deputado de Salvador".
Uma página no Instagram chamada "Deputado Eduardo Bolsonaro", que não é oficial, tem divulgado que o ex-parlamentar apoia as candidaturas de Raissa Soares para a Câmara dos Deputados e de Diego Castro para a Assembleia. No entanto, Eduardo já teria indicado outros nomes no Estado: Leandro de Jesus e Cezar Leite. Ele ainda não teria aceitado as desculpas de Raíssa e Diego após críticas que fez ao grupo relacionado a uma rádio ex-bolsonarista.
O vereador Duda Sanches (PSDB) tentou convencer o deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) a manter alguns nomes do gabinete de seu falecido pai, Alan Sanches. Contudo, Luciano, que era suplente, não aceitou a proposta. Nos bastidores, comenta-se que apenas aqueles que decidiram apoiar o novo deputado permaneceram na Assembleia.
Leo Prates (Republicanos), deputado federal mais votado de Salvador em 2022, enfrenta dificuldades para repetir seu desempenho eleitoral. Ele agora vê a relatoria da PEC do fim da escala 6×1 como uma nova estratégia para impulsionar sua candidatura dentro do partido.
Há expectativa de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, visite a Bahia pela primeira vez em sua pré-campanha em junho, durante a Bahia Farm Show, uma das maiores feiras do agronegócio no Brasil. O presidente Lula (PT) também pode participar do evento.
No PSDB, há incertezas. Políticos que consideram candidaturas a federal não estão otimistas quanto aos resultados para a sigla. Alguns acreditam que o partido elegerá apenas dois deputados federais, com Adolfo Viana e Carlos Muniz Filho à frente.
Após a posse do desembargador federal César Jatahy como vice-presidente do TRF 1 para o biênio 2026-2028, seu nome voltou a ser cogitado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, há pelo menos quatro desembargadores interessados na disputa pela Bahia: Maurício Kertzman, Marielza Brandão, Roberto Frank e Sérgio Cafezeiro, além de Jatahy, caso haja mudanças no comando do Palácio do Planalto.
Jatahy já tentou uma vaga no STJ em 2015, quando obteve sete votos, e em 2021, quando sua candidatura foi frustrada pela resistência de líderes do PT. O argumento comum entre os candidatos é que a Bahia precisa de um ministro na Corte, como foi o caso da baiana Eliana Calmon, que atuou de 1999 a 2013.
Além da vaga atual, surgirão mais duas no STJ. O ministro Antonio Saldanha Pinheiro se aposentou em abril, enquanto os ministros Og Fernandes e Nancy Andrighi deixarão seus cargos em novembro de 2026 e outubro de 2027, respectivamente.
Um advogado baiano está impedido pela Justiça Federal de entrar no Tribunal Regional Eleitoral e de se aproximar dos desembargadores da Corte, após ser acionado pelo Ministério Público Federal por ter atacado a honra de vários magistrados eleitorais em gravações.
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