O advogado Leonardo Brito foi preso pela Polinter no bairro da Pituba, em Salvador, sob a acusação de acumular uma dívida de pensão alimentícia superior a R$ 200 mil. Conhecido na internet por sua atuação como especialista em direito digital e presença expressiva nas redes sociais, o profissional tentou fugir durante a abordagem policial realizada pelas autoridades competentes.
Esta não é a primeira vez que ele enfrenta detenção pelo mesmo motivo, visto que um episódio semelhante ocorreu anteriormente. Além do mandado de prisão cumprido recentemente, levantamentos apontam que o operador do direito responde a dezenas de ações judiciais que envolvem suspeitas de calotes imobiliários, apropriação indébita e sanções disciplinares impostas pelo órgão de classe.
Histórico de prisões e repercussão nas redes sociais
O caso ganhou forte repercussão pública quando familiares expuseram o cenário de inadimplência nas plataformas digitais. Em um dos episódios anteriores, publicações detalharam a execução de mandados de prisão civil decorrentes da falta de repasse dos valores destinados ao sustento dos filhos, gerando ampla circulação de mensagens e cobranças públicas na internet.
As cobranças públicas evidenciaram a pressão exercida por familiares diante da ausência prolongada de pagamentos regulares. A repercussão digital ampliou o escrutínio sobre a conduta do profissional, que já acumulava advertências em seu círculo pessoal e social devido às obrigações financeiras negligenciadas ao longo dos meses.
Problemas imobiliários e perdas patrimoniais
Além das questões relativas à família, a situação financeira do advogado refletiu-se em litígios imobiliários expressivos. Em Feira de Santana, uma propriedade situada no bairro Muchila foi arrematada em leilão extrajudicial após inadimplência fiduciária, termo aplicado quando o devedor deixa de quitar as parcelas de um financiamento garantido por bens.
O Tribunal de Justiça da Bahia autorizou posteriormente a desocupação forçada do imóvel. Paralelamente, em Salvador, locações residenciais também resultaram em conflitos judiciais, como uma ação de despejo ajuizada por débitos acumulados de aluguéis e faturas de energia elétrica em atraso.
Acusações de clientes e sanções profissionais
No âmbito do exercício da advocacia, diversos clientes formalizaram denúncias graves contra a atuação profissional do investigado. Há relatos de apropriação de valores obtidos em alvarás judiciais e de fornecimento de informações falsas sobre o andamento de processos, incluindo a indicação de números de ações inexistentes ou pertencentes a terceiros.
As infrações éticas e profissionais culminaram em punições aplicadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-BA, que determinou a suspensão do exercício profissional e a devolução da carteira da instituição. Procurada para prestar esclarecimentos sobre as acusações e a prisão, a defesa optou por não se manifestar no momento, conforme informações divulgadas pelo BNews.
Fonte: bnews.com.br
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