Uma assistente social foi vítima de agressão e ameaças dentro das dependências do Conselho Tutelar do Barreiro, em Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (13). O incidente ocorreu durante o exercício das funções da profissional, que cumpria uma determinação legal envolvendo o acolhimento de uma criança de seis meses de idade.
A suspeita da agressão, uma mulher de 34 anos, foi detida por um agente da Guarda Municipal após tentar evadir-se do local logo após o ataque. A ocorrência foi registrada pelas autoridades policiais, que agora investigam as circunstâncias do caso e as motivações da agressora.
Contexto da decisão judicial e o conflito
De acordo com o boletim de ocorrência, a intervenção da assistente social foi motivada por uma decisão judicial que determinou o acolhimento da bebê. A medida foi tomada pela Justiça após a identificação de indícios de negligência nos cuidados prestados à criança, resultando na suspensão temporária da guarda materna.
A profissional relatou que já havia sido alvo de ameaças anteriores por parte da mulher. Segundo o relato da vítima, a agressora teria afirmado previamente que buscaria represálias contra a servidora. No momento do ataque, a assistente social foi surpreendida com um soco no rosto, sendo socorrida por colegas de trabalho logo em seguida.
O debate sobre a segurança nos conselhos tutelares
O episódio reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade dos profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes. Conselheiros tutelares apontam que a rotina de trabalho é frequentemente marcada por situações de intimidação e hostilidade, especialmente quando as medidas adotadas contrariam os interesses dos responsáveis legais.
Victor Campos, conselheiro tutelar, destacou que a categoria reivindica a implementação de um plano de segurança estruturado desde 2024. A demanda surge após episódios anteriores de ameaças de morte contra membros do órgão, evidenciando a necessidade de protocolos de proteção mais eficazes para os trabalhadores.
Reivindicações por protocolos de proteção
A conselheira tutelar Edna Ribeiro reforçou a urgência de medidas preventivas e a presença constante das forças de segurança nas unidades. Segundo a categoria, o sentimento de exposição é constante, impactando não apenas a integridade física dos servidores, mas também a saúde emocional daqueles que desempenham o papel de zelar pelos direitos dos menores.
Embora uma viatura da Guarda Municipal tenha comparecido ao local após o ocorrido, a corporação informou que a presença faz parte do patrulhamento de rotina na região. Para mais informações sobre o funcionamento do sistema de proteção infantil, consulte o portal oficial da Prefeitura de Belo Horizonte.
Fonte: g1.globo.com
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