O candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, declarou nesta sexta-feira (16) que a principal medida para reequilibrar as contas da União seria uma troca no comando do Poder Executivo federal. Em entrevista concedida aos estúdios da emissora, o parlamentar direcionou duras críticas ao modelo de gastos públicos e à condução econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sabatina foi realizada um dia após o próprio presidente Lula ter participado de entrevista na mesma bancada da TV Globo, na quinta-feira (15). Durante a conversa, o representante do PL buscou contrastar a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a atual conjuntura fiscal brasileira.
Ajuste fiscal com cortes no primeiro escalão ministerial
Flávio Bolsonaro sustentou que o enfrentamento do descompasso orçamentário exige medidas firmes de contenção de despesas antes de qualquer iniciativa de ampliação de tributos. Segundo o postulante ao Palácio do Planalto, a reestruturação da Esplanada é prioridade absoluta para viabilizar um ambiente fiscal equilibrado.
“A gente tem que combater despesas e gerar receitas novas. Hoje, o atual governo tem 39 ministérios. Vamos cortar pelo menos dez”, prometeu o senador. A tese central defendida na entrevista é de que a vitória da oposição representaria, por si só, um choque imediato de confiança no mercado e um alívio orçamentário expressivo.
Contraste nos balanços de empresas estatais e dívida pública
O candidato também mirou o desempenho financeiro das corporações estatais federais para embasar seus argumentos. Ele destacou que, na gestão de Jair Bolsonaro, as companhias sob controle da União registraram um superávit conjunto de R$ 18 bilhões, enquanto apontou um prejuízo consolidado de R$ 36 bilhões no mandato atual.
Além das estatais, o senador criticou severamente a trajetória das despesas ligadas ao endividamento da União. “Foram R$ 1 trilhão a mais que o Brasil está gastando na dívida pública”, enfatizou o parlamentar ao detalhar as razões pelas quais reprova as decisões tomadas pela atual equipe econômica.
Metas de crescimento e plano de investimentos em infraestrutura
Para além do controle de gastos, a plataforma econômica apresentada por Flávio Bolsonaro inclui reformas estruturantes e metas expansivas para os próximos anos. Entre as medidas centrais, destacam-se:
- Aprovação célere de uma reforma administrativa ampla.
- Combate rigoroso aos supersalários dentro do serviço público.
- Meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 4% ao ano na próxima década.
- Mobilização de R$ 900 bilhões em recursos para infraestrutura em quatro anos.
O senador concluiu defendendo que a combinação entre racionalização do aparelho estatal e segurança jurídica para o setor privado será o motor necessário para sustentar o avanço econômico do país nas próximas etapas de governo.
Fonte: bahianoticias.com.br
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