Integrantes das chamadas “ala histórica” e “bolsonarista” do PL na Bahia expressam preocupação com as negociações para a formação da chapa de 2026. A avaliação interna indica que o partido pode abrir espaço excessivo para nomes ligados ao grupo de ACM Neto e Bruno Reis, o que poderia prejudicar filiados antigos e parlamentares identificados com o “PL raiz”. O receio é que a legenda se torne uma plataforma para novos aliados, diminuindo as oportunidades para aqueles que já estão no partido há mais tempo.
De acordo com uma matéria publicada pelo BNews, a condução das tratativas pode gerar divisões internas às vésperas do pleito. Parte dos dirigentes acredita que candidaturas do grupo de ACM Neto e Bruno Reis podem disputar diretamente as mesmas vagas almejadas por deputados e pré-candidatos associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse contexto, nomes como Diego Castro, César Leite, Coronel França, Kátia Bacelar, Alexandre Tchaca e Jânio Júnior percebem que a concorrência interna se tornaria mais intensa.
A possível entrada de novos quadros é vista com cautela por setores que defendem a preservação do perfil ideológico que o partido consolidou nos últimos anos. Nos bastidores, o principal ponto de tensão gira em torno do cálculo eleitoral para a Assembleia Legislativa da Bahia. Membros mais alinhados ao bolsonarismo consideram que a ampliação do arco de alianças pode reduzir significativamente suas chances de sucesso nas urnas, além de alterar o posicionamento político da legenda no estado, aproximando-a de uma configuração mais centrista.
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




