A transferência de um terreno pertencente ao senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, que está localizado na Região Metropolitana de Salvador e destinado à construção do novo centro de treinamento do Bahia, foi barrada pelo Cartório de Registro de Imóveis. Essa decisão ocorreu após o recebimento de uma ordem judicial de bloqueio de bens, emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. O imóvel foi negociado por R$ 15,8 milhões com uma empresa que tem como sócio o Grupo City, controlador da Sociedade Anônima do Futebol do clube.
A medida foi tomada um dia após o senador ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga suspeitas de recebimento de propina do Banco Master. A defesa de Wagner afirmou que não há irregularidades na negociação. O advogado Pablo Domingues declarou que o senador não se manifestará sobre questões que não estejam relacionadas à sua campanha eleitoral, ressaltando que todos os assuntos estão sendo tratados judicialmente. Ele também enfatizou que todos os fatos apurados são públicos e que não há irregularidades a serem escondidas.
Além do terreno, a transferência de um apartamento do senador em Salvador, que foi negociado por R$ 10 milhões, também não foi registrada pelo cartório devido à mesma decisão judicial. Segundo informações, Wagner já recebeu pelo menos R$ 12 milhões referentes às duas transações, mesmo com a indisponibilidade dos bens.
Em nota, o Bahia esclareceu que a área adquirida faz parte de um conjunto de terrenos comprados de cinco proprietários distintos, seguindo critérios de mercado. O clube informou que o imóvel de Jaques Wagner representa cerca de 4% da área total destinada ao empreendimento e afirmou que o bloqueio da transferência "não vai prejudicar a construção do empreendimento".
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