O percentual de brasileiros que apoiam a aprovação do projeto que altera a jornada de trabalho para 6×1 aumentou de 68% em maio para 69% em julho, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, dia 15. O levantamento revelou que 22% dos entrevistados se opõem ao projeto, mantendo-se estável em relação à pesquisa anterior. Aqueles que se posicionaram como "Nem contra e nem a favor" representam 5%, assim como os que não souberam responder.
A pesquisa também indagou se os entrevistados acreditavam que a aprovação do projeto resultaria em uma redução das horas trabalhadas. Metade dos participantes, ou 50%, respondeu que sim, enquanto 45% não acreditam que haveria diminuição da jornada, mesmo com a aprovação do projeto.
Outro aspecto abordado foi o que os brasileiros gostariam de fazer com um eventual aumento de tempo livre, caso a jornada de trabalho fosse reduzida. A maioria, 53%, indicou que gostaria de descansar e passar mais tempo com a família. Outros 13% mencionaram a busca por outro trabalho ou a realização de horas extras, enquanto 12% optariam por fazer cursos ou estudar. Ir a igrejas ou cerimônias religiosas foi a escolha de 9%, e 6% disseram que gostariam de passear, ir a bares e restaurantes ou fazer festas. Apenas 4% mencionaram viajar, e 3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-07181/2026.
Apesar do apoio significativo à mudança na jornada de trabalho, o Senado não votará o projeto antes do recesso parlamentar, e não há previsão de votação antes das eleições de outubro. Nesta semana, que é a última antes do recesso de julho, a PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, permanece parada na Mesa Diretora do Senado. O presidente Davi Alcolumbre não despachou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Mesmo que o projeto fosse enviado à CCJ, a votação não ocorreria, pois o presidente do colegiado, senador Otto Alencar, não convocou sessões nesta semana. Senadores governistas tentam persuadir Alcolumbre a liberar o projeto para votação em agosto, mas ele já indicou a interlocutores que pretende despachar a proposta à CCJ apenas após as eleições. Em agosto, haverá apenas uma semana de esforço concentrado, de 11 a 15, que deve ser dedicada principalmente à votação de autoridades e medidas provisórias.
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


