O redesenho das forças políticas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após o fechamento da janela partidária já gera efeitos práticos no cotidiano da Casa. A Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, uma das mais relevantes do Legislativo, responsável por examinar o orçamento estadual e as contas do governo, perdeu a maioria governista entre seus membros titulares.
Essa mudança ocorreu com o reposicionamento dos deputados Cafu Barreto, que deixou o PSD para se filiar ao União Brasil, e Hassan de Zé Cocá, do PP. Anteriormente considerados integrantes do governo, agora fazem parte da oposição. Com isso, a correlação de forças na comissão ficou empatada em quatro a quatro entre os titulares. Os representantes do governo são Bobô e Fabrício Falcão, ambos do PCdoB, Vitor Bonfim, que saiu do PV e agora está no PSB, e Zé Raimundo Fontes, do PT. Do lado da oposição, estão Cafu, Hassan, Robinho, do União Brasil, e Tiago Correia, do PSDB, que é o líder da oposição na Casa.
A comissão ainda não se reuniu após a alteração em sua composição. Na reunião do dia 7, que foi a primeira após a janela, apenas o presidente Zé Raimundo esteve presente, conforme informações do portal de processo legislativo da Assembleia. O próximo encontro está agendado para esta terça-feira, dia 14, às 11h15, mas ainda não há pauta definida.
Mesmo em situações de votação por regime de urgência, os projetos precisam receber parecer da comissão no plenário. Atualmente, seis matérias enviadas pelo Executivo aguardam votação na Assembleia. Entre elas, está a proposta que viabiliza o Piso do Magistério para professores da rede estadual e um empréstimo de R$ 5,4 bilhões com a Caixa Econômica, que representa o 24º solicitado desde o início da gestão de Jerônimo Rodrigues, totalizando mais de R$ 30 bilhões.
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