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Arquivo Público da Bahia recebe novos investimentos do Estado em celebração de 136 anos

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Arquivo Público da Bahia recebe novos investimentos do Estado em celebração de 136 anos

O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) completou 136 anos na quinta-feira (5), reafirmando sua importância como guardião da memória baiana. Durante a celebração, o governador Jerônimo Rodrigues entregou melhorias, anunciou novos investimentos e ressaltou a relevância da preservação do acervo histórico.

A comemoração incluiu o reconhecimento regional da Unesco, através do Programa Memória do Mundo. A coleção Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos, que faz parte do acervo colonial do Arquivo, foi incluída no Registro Regional da América Latina e Caribe. Esses documentos são essenciais para pesquisas sobre o período da escravidão, tornando o APEB a primeira instituição baiana a alcançar essa etapa regional, agora concorrendo ao reconhecimento global.

Jerônimo Rodrigues enfatizou a importância de preservar a memória, afirmando que isso é um compromisso com o passado e o futuro. Ele destacou que garantir a permanência do prédio como patrimônio do Estado é proteger algo que pertence ao povo baiano, e o reconhecimento da Unesco evidencia a relevância do acervo.

A segurança do acervo foi reforçada com a resolução de um processo judicial relacionado ao prédio-sede do Arquivo, localizado no Solar da Quinta, que é tombado pelo Iphan desde 1949. A Justiça homologou um acordo que reconheceu o pagamento integral de R$ 8 milhões, eliminando o risco de leilão e assegurando a permanência do Arquivo em sua sede histórica.

A cerimônia também incluiu a entrega de melhorias estruturais, a implantação do Laboratório de Digitalização e o anúncio do restauro da fonte histórica em pedra no pátio do Arquivo, parte do conjunto arquitetônico do Solar da Quinta. A antiga Sala do Pesquisador foi requalificada e agora se chama Sala Dr. Luiz Gama, recebendo novos equipamentos, mobiliário e climatização, com um investimento de R$ 50 mil da Fundação Pedro Calmon.

O Laboratório de Digitalização, implantado por meio de um convênio federal com o Ministério da Cultura, recebeu R$ 100 mil em investimentos e conta com câmeras profissionais, scanners planetários A3, computadores de alto desempenho e notebooks. O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, destacou que a modernização do Arquivo visa ampliar o acesso e proteger os documentos, ressaltando que a digitalização garante preservação e democratiza o conhecimento.

O diretor do APEB, Jorge X, afirmou que as melhorias estruturais e tecnológicas fortalecem o trabalho técnico e ampliam a capacidade de atendimento a pesquisadores. Ele ressaltou que esses investimentos qualificam os fluxos de trabalho, aumentam a segurança do acervo e permitem que mais pessoas acessem documentos fundamentais para compreender a história da Bahia e do Brasil.

Durante a celebração, também foram anunciadas autorizações, no âmbito do Novo PAC, para iniciar processos licitatórios destinados à elaboração de projetos de restauro de importantes espaços históricos e culturais da Bahia. Essa iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério da Cultura, a Secretaria de Cultura do Estado e o IPAC.

Os imóveis contemplados incluem a Faculdade de Medicina da Bahia, o Convento de Santa Clara do Desterro, o Ilê Maroia Laji (Terreiro do Alaketu), a Casa do Samba de Santo Amaro e a Casa Berquó e Sete Candeeiros, onde será criado o Centro de Referência do Patrimônio. Essas autorizações ampliam as políticas de preservação e reafirmam o compromisso do Estado com a valorização da memória e da cultura baiana.


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