A refinaria Mina Al Ahmadi, localizada no Kuwait, foi atacada por drones na madrugada desta sexta-feira (20), conforme informações da Kuwait Petroleum Corp. e da imprensa local. Os ataques resultaram em incêndios em várias unidades da refinaria, que tem capacidade para processar 730 mil barris de petróleo por dia, mas não há relatos de vítimas.
A agência oficial de notícias do Kuwait informou que diversas unidades da refinaria foram paralisadas devido ao fogo. As defesas aéreas do país foram ativadas em resposta a ameaças de mísseis e drones, supostamente originados do Irã, conforme reportagens de veículos dos Emirados Árabes Unidos. Este ataque ocorre em um cenário de tensões crescentes entre o Irã e os países do Golfo, com instalações energéticas estratégicas frequentemente sendo alvos de ofensivas iranianas. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou que interceptou e destruiu mais de uma dúzia de drones em várias regiões do país na mesma madrugada. No Bahrein, um incêndio em um depósito, causado por estilhaços de uma "agressão iraniana", foi controlado sem deixar vítimas.
Em Dubai, as autoridades confirmaram que todas as tentativas de ataque aéreo foram neutralizadas sem feridos. O ataque coincidiu com a primeira chamada para a oração do Eid al-Fitr, que celebra o fim do Ramadã. As forças de segurança e os bombeiros da região estão em alerta máximo devido à escalada de ataques que ameaçam refinarias, depósitos e centros logísticos estratégicos.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a desarticulação de uma rede ligada ao Hezbollah e ao Irã, que operava sob a fachada de uma empresa fictícia e estava envolvida em lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e atividades que comprometiam a segurança nacional. Cinco suspeitos foram detidos nesse contexto.
Enquanto isso, o Irã lançou doze ondas de mísseis contra diferentes regiões de Israel, incluindo projéteis de racimo, resultando em cinco feridos leves por estilhaços. Os ataques ocorreram logo após o primeiro-ministro israelense Benjamín Netanyahu declarar que, após vinte dias de ofensiva militar, o Irã "já não possui capacidade de enriquecer urânio nem de produzir mísseis balísticos". A situação no Golfo Pérsico destaca a crescente tensão entre potências regionais e os riscos que confrontos militares representam para o setor energético e a estabilidade geopolítica da área.
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