A estratégia de combate ao crime organizado na Bahia ganha um novo capítulo com a implementação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos da Bahia (Cifra/BA). A iniciativa, que opera sob a estrutura do Draco, prioriza o ataque direto ao patrimônio das facções, visando desarticular a base econômica que sustenta atividades ilícitas como o tráfico de drogas e esquemas de corrupção.
Estratégia de inteligência contra o fluxo financeiro
O Cifra/BA foi instituído com a missão de investigar fluxos financeiros suspeitos e mapear bens ocultados por grupos criminosos. A premissa central é substituir ou complementar as operações puramente ostensivas por uma investigação patrimonial profunda, capaz de identificar a engrenagem de suporte financeiro que mantém as organizações operando.
A medida foi oficializada pelo secretário Marcelo Werner e pelo delegado-geral André Viana. O órgão tem como função principal produzir relatórios técnicos que subsidiem decisões judiciais, como o bloqueio e o sequestro de bens, garantindo a recuperação de ativos para o Estado.
Estrutura operacional e cooperação institucional
Para garantir a eficácia das investigações, o comitê foi organizado em três pilares: Coordenação-Geral, Coordenação-Executiva e Coordenação de Inteligência. Essa divisão permite que a análise técnica de dados financeiros seja integrada de forma ágil às operações de campo, otimizando o tempo de resposta das autoridades.
A atuação do Cifra/BA conta com a colaboração do Coaf, utilizando Relatórios de Inteligência Financeira para rastrear movimentações atípicas. Além disso, a iniciativa está alinhada ao Acordo de Cooperação Técnica nº 9/2024/MJSP, que fomenta a criação de estruturas especializadas no combate a fraudes e desvios de recursos.
Impacto na segurança pública baiana
Ao focar na desarticulação econômica, a Bahia busca elevar o patamar de sua segurança pública. A proposta é que, ao sufocar o capital das facções, o Estado reduza a capacidade operacional desses grupos, tornando a atividade criminosa menos rentável e mais arriscada para os envolvidos.
A integração institucional e o respeito às normas de sigilo e segurança de dados são os pilares que sustentam a operação do comitê. Com essa abordagem, o governo estadual aposta na inteligência qualificada como ferramenta definitiva para enfraquecer as redes de lavagem de dinheiro que operam no território baiano.
Fonte: atarde.com.br
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