No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) revelam a gravidade da violência sexual infantojuvenil no estado. Um levantamento do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (Ispe), acessado pelo portal Bahia Notícias, indica que a Bahia registrou 3.867 casos de estupro de vulnerável, envolvendo vítimas de 0 a 17 anos, ao longo de 2025.
Durante o ano passado, um número alarmante de crianças e adolescentes foi alvo de crimes que evidenciam a urgência de medidas de proteção social. O relatório aponta que 442 ocorrências foram classificadas como estupro, com a maioria das vítimas sendo meninas entre 12 e 17 anos.
Além disso, foram registrados 770 casos de importunação sexual contra o público infantojuvenil no mesmo período. Apesar de uma leve redução nessas modalidades específicas, as autoridades ressaltam que o total de ocorrências continua em níveis inaceitáveis e críticos.
Os dados também mostram que, ao contrário dos índices de estupro, os casos de assédio e exploração sexual aumentaram, com um acréscimo de 17 vítimas em relação a 2024. Foram contabilizados 265 casos de assédio sexual contra menores de idade no ano passado.
O detalhamento das ocorrências revela a vulnerabilidade das vítimas, com a maioria dos casos de assédio envolvendo jovens de 12 a 17 anos, totalizando 209 casos, seguidos por crianças de 6 a 11 anos, com 51 casos, e crianças com menos de cinco anos, que somaram 5 casos.
O relatório também registra um aumento nas ocorrências de submissão de crianças ou adolescentes à prostituição ou exploração sexual, totalizando 39 casos no estado. Esse cenário destaca a importância de canais de denúncia, como o Disque 100, e a atuação efetiva de Conselhos Tutelares e forças de segurança para combater e interromper o ciclo de abusos na Bahia.
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