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Banco Central Europeu reduz juros pela sexta vez consecutiva em meio à desaceleração da inflação e tensão comercial

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Banco Central Europeu reduz juros pela sexta vez consecutiva em meio à desaceleração da inflação e tensão comercial

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quinta-feira (17) um novo corte na taxa de juros, reduzindo o índice em 0,25 ponto percentual, para 2,25%. Esta é a sexta redução consecutiva desde junho de 2024 — a terceira apenas neste ano — totalizando uma queda de 1,75 ponto percentual no período. A decisão tem como base a desaceleração da inflação e os possíveis impactos negativos da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos sobre a economia da zona do euro.

O Conselho do BCE, reunido pela terceira vez em 2025, também decidiu reduzir as taxas das operações principais de financiamento (as injeções semanais de liquidez) e da facilidade de crédito overnight, para 2,4% e 2,65%, respectivamente.

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Segundo comunicado divulgado pela instituição, “o processo de desinflação continua avançando como esperado”, o que reforça o compromisso do BCE de manter a inflação próxima da meta de 2% no médio prazo, mesmo diante do cenário de “incerteza excepcional” causado pelas tensões comerciais globais.

Os dados mais recentes reforçam essa avaliação. A taxa anual de inflação na zona do euro recuou para 2,2% em março, ligeiramente abaixo dos 2,3% registrados em fevereiro — o menor avanço desde novembro de 2023. Desconsiderando os preços de energia, a inflação subjacente ficou em 2,5%, também uma décima abaixo do mês anterior. O BCE destacou que a maioria dos indicadores sinaliza que a inflação subjacente deve se manter próxima da meta estabelecida.

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Outro fator observado pelo BCE é a desaceleração no ritmo de aumento dos salários. Embora os reajustes ainda sejam elevados, os lucros das empresas têm contribuído para atenuar seus impactos sobre os preços.

Guerra comercial dos EUA preocupa o BCE

A crescente guerra comercial iniciada pelo governo dos Estados Unidos é motivo de atenção para os formuladores de política monetária europeus. Segundo o BCE, “um aumento da incerteza pode reduzir a confiança de consumidores e empresas, e provocar reações adversas e voláteis nos mercados, resultando em condições de financiamento mais rígidas”. Esses fatores, segundo a instituição, podem enfraquecer ainda mais as perspectivas econômicas da zona do euro.

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O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da região já mostra sinais de desaceleração: no quarto trimestre de 2024, a expansão foi de apenas 0,2%, frente aos 0,4% registrados nos três meses anteriores.

Quanto às políticas monetárias não convencionais, o BCE reiterou que os programas de compra de ativos (APP e PEPP) estão sendo reduzidos de forma gradual e previsível. O Eurosistema deixou de reinvestir os vencimentos dos títulos adquiridos, o que marca mais um passo no processo de normalização da política monetária.

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