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Banco Pleno: como acionar o FGC e recuperar seu dinheiro investido

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O Banco Central anunciou na quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da corretora Pleno DTVM, surpreendendo o mercado financeiro. A decisão foi tomada após a constatação de que a saúde financeira da instituição, que já enfrentava dificuldades após a separação do conglomerado Banco Master, se tornara insustentável. Com o encerramento das atividades e o bloqueio dos bens dos administradores, muitos investidores que possuíam CDBs e outros títulos emitidos pelo banco buscam formas de recuperar seu capital.

Os clientes que possuem investimentos de até R$ 250 mil têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC informou que cerca de 160 mil clientes têm valores a receber, totalizando aproximadamente R$ 4,9 bilhões. O ressarcimento é limitado a R$ 250 mil por CPF. É importante ressaltar que, se o cliente já recebeu esse valor de outras instituições do mesmo grupo, como Master, Letsbank ou Will Bank, não haverá valores adicionais a serem recebidos. Quantias que excedem os R$ 250 mil só serão devolvidas se houver sobra de capital após a venda dos ativos do banco durante o processo de liquidação.

Embora não haja um prazo fixo para o início dos pagamentos, o tempo médio de espera é de 30 dias. Para acionar o seguro do FGC, o cliente deve baixar o aplicativo oficial, disponível para Android e iOS. Após abrir o app, é necessário preencher os dados pessoais, como CPF, e-mail e telefone. O aplicativo solicitará uma foto do RG ou CNH e uma selfie para validar a identidade do titular da conta. Em seguida, o usuário deve indicar uma conta-corrente ou poupança em seu nome, em outro banco, para onde o dinheiro será transferido.

O liquidante, José Eduardo Victória, será responsável por consolidar a lista de credores e enviá-la ao Fundo. Para esclarecimentos, os clientes devem utilizar apenas o e-mail oficial do banco. É possível acompanhar as atualizações pelo site www.bancopleno.com.br. Apesar da liquidação, as atividades de pagamento de dívidas continuam. Os clientes devem seguir pagando normalmente boletos de cartão de crédito e parcelas de financiamentos, e os descontos em folha de pagamento para produtos como o Credcesta seguirão ocorrendo sem interrupções.

A história do Banco Pleno remonta a 1991, quando foi fundado como Banco Indusval, focando em crédito corporativo e agronegócio. Em fevereiro de 2024, o Grupo Master anunciou a compra do Voiter, com a intenção de reorganizar o banco. Em julho de 2025, após autorização do Banco Central, o antigo Voiter foi rebatizado como Banco Pleno, sob a direção de Augusto Lima, que focou em crédito consignado e taxas agressivas de CDB. No entanto, em novembro de 2025, o Banco Master enfrentou uma liquidação, enquanto o Pleno havia se separado juridicamente do grupo três meses antes.


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