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Barroso diz que STF vive ‘momento difícil’ com crise envolvendo Banco Master e defende mandato fixo para ministros

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Barroso diz que STF vive ‘momento difícil’ com crise envolvendo Banco Master e defende mandato fixo para ministros

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, comentou sobre a atual crise envolvendo o Banco Master, afirmando que a Corte atravessa um “momento difícil”. Em entrevista ao programa do jornalista Roberto D’Ávila, transmitido pela GloboNews, Barroso reconheceu a “percepção crítica” da sociedade em relação ao tribunal, mas destacou a importância de aguardar o progresso das investigações antes de tirar conclusões.

Barroso observou que a crítica à Corte é palpável, mencionando que está atento ao que se discute na mídia e no cotidiano. Ele enfatizou que, apesar do cenário desafiador, é fundamental evitar julgamentos apressados.

O caso do Banco Master impactou diretamente dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Mensagens atribuídas a Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco, foram divulgadas no dia da primeira prisão de Vorcaro. Moraes negou ter recebido as mensagens, enquanto Toffoli se afastou da relatoria do caso ao revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort a fundos associados a Vorcaro.

Barroso afirmou que não conhecia Vorcaro antes do escândalo e reiterou sua preferência por esperar o desfecho das investigações antes de emitir qualquer juízo. Ele elogiou a forma como o presidente do STF, Edson Fachin, e o relator do processo, André Mendonça, estão conduzindo o caso.

Durante a entrevista, D’Ávila fez uma pergunta em tom de brincadeira sobre a prática de Barroso em apagar mensagens do celular, ao que o ex-ministro respondeu que não o faz, mencionando que costuma ser alvo de críticas nas redes sociais, mas mantém um histórico de conversas para auxiliar sua memória.

Barroso também defendeu a implementação de mandatos para os ministros do Supremo, sugerindo um período de 12 anos, inspirado no modelo alemão, para substituir o sistema atual que permite a permanência até a aposentadoria compulsória. Ele comentou que a exposição pública prolongada pode ser desgastante tanto para os magistrados quanto para suas famílias, afirmando que essa situação se torna insuportável ao longo do tempo.

Além disso, Barroso expressou apoio à criação de um código de ética para os ministros do STF, embora tenha considerado que o momento para discutir essa proposta pode não ser o mais apropriado. Ele anunciou sua aposentadoria para outubro de 2025, após mais de uma década de atuação no tribunal.


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