O hospital DF Star divulgou um boletim médico informando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Os exames realizados confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, caracterizando uma infecção bacteriana nos dois pulmões, resultante da entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias. No momento, Bolsonaro está internado em uma unidade de terapia intensiva, recebendo tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo. O boletim foi assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Após a internação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e relatou que o ex-presidente estava consciente e lúcido, mas apresentava voz fraca e aparência abatida. Flávio mencionou que havia uma quantidade significativa de líquido nos pulmões de Bolsonaro, proveniente de broncoaspiração. Ele destacou que os soluços frequentes do ex-presidente podem agravar a situação, levando a uma infecção mais severa. O senador expressou preocupação, afirmando que "estão brincando com a vida do meu pai" e solicitou que Bolsonaro retornasse à prisão domiciliar para receber cuidados permanentes da família e de uma equipe técnica de enfermagem em um ambiente mais adequado.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, também reiterou o pedido para a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o advogado argumentou que a saúde de Bolsonaro requer cuidados que não podem ser garantidos em um estabelecimento prisional, independentemente das condições oferecidas.
Bolsonaro recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 8h, apresentando sintomas sugestivos de pneumonia e queixando-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação conjunta do Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O ex-presidente está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro esteve em prisão domiciliar até 22 de novembro, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva após a violação da tornozeleira eletrônica. No dia 5 de março, a Primeira Turma do STF formou maioria para manter o ex-presidente na prisão, apesar do pedido de transferência para a prisão domiciliar, que foi solicitado pela defesa com base na alegação de que a Papudinha não possui estrutura adequada para os atendimentos médicos necessários.
Os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser argumentaram que Bolsonaro apresenta um quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais que justificariam a concessão do benefício. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a prisão atende às necessidades do condenado e que Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de figuras públicas, o que comprova sua boa condição de saúde física e mental. O ministro também destacou que a Papudinha possui a estrutura necessária para atender às demandas do ex-presidente, incluindo serviços médicos contínuos e a possibilidade de fisioterapia. Moraes ressaltou que Bolsonaro permanece detido na Papudinha devido à tentativa de romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.
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