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Bolsonaro tem piora da função renal e de marcadores inflamatórios, diz boletim

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Ala do STF passa a defender domiciliar para Bolsonaro e vê ida à Papudinha como passo inicial

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado desde sexta-feira (13) no hospital DF Star, após passar mal na Papudinha. Um boletim médico divulgado na tarde deste sábado informou que ele apresentou piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Bolsonaro permanece na UTI, onde recebe tratamento para pneumonia bacteriana bilateral, resultante de broncoaspiração.

O boletim, assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges, destaca que, apesar de estar clinicamente estável, o ex-presidente requer cuidados. Ele está em tratamento com antibióticos, hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas para prevenir trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI.

Mais cedo, a deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que Bolsonaro havia apresentado melhora, mas que seu estado ainda exigia atenção. Kicis fez a declaração em redes sociais após se reunir com a equipe médica. Ela relatou que o ex-presidente broncoaspirou às 2h da madrugada e só recebeu atendimento às 7h. Segundo a deputada, ele está com infecção e precisa de tempo para se recuperar, alertando que a situação poderia se agravar.

Um laudo médico da quinta-feira (12), dia anterior à transferência, indicava que Bolsonaro estava em estado regular, apresentando apenas soluços. Na sexta-feira, às 6h45, a equipe médica foi acionada após o ex-presidente relatar náuseas e tremores. Ele também apresentava febre e calafrios, o que levou à decisão de transferi-lo imediatamente para o hospital.

Ao chegar à unidade, Bolsonaro recebeu suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais. Na tarde de sexta, o médico Claudio Birolini declarou que, embora o ex-presidente estivesse estável, seu quadro de saúde era "extremamente grave". O risco de pneumonia aspirativa, decorrente de refluxos que Bolsonaro enfrenta desde o atentado a faca durante a campanha presidencial de 2018, foi mencionado em relatórios enviados ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Os médicos informaram que o ex-presidente deve permanecer internado por, no mínimo, sete dias. O boletim médico de sexta também relatou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.


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