Um relatório divulgado nesta quarta-feira (15) revela que 46% dos brasileiros têm uma visão favorável da China, enquanto 40% a avaliam de forma negativa. A pesquisa, realizada pela instituição americana Pew Research Center, analisou a percepção de várias nações em relação à potência asiática. O percentual de brasileiros que vêem a China positivamente é inferior à média global, que é de 51%. Por outro lado, a média mundial de opiniões desfavoráveis é maior, alcançando 49%.
A simpatia pelo país é mais pronunciada entre os jovens brasileiros. Entre pessoas de 18 a 34 anos, 60% têm uma visão positiva da China, em contraste com 40% entre aqueles com mais de 50 anos. A pesquisa também mostra que os entrevistados que se identificam como de esquerda (57%) e de centro (63%) demonstram mais simpatia pelo regime chinês do que os que se consideram de direita (40%).
Em relação aos interesses nacionais, 58% dos entrevistados no Brasil acreditam que Pequim considera as necessidades do país ao tomar decisões de política internacional. Além disso, 57% afirmam que a China contribui para a paz e a estabilidade global. O estudo ouviu 45.658 pessoas em 37 países, incluindo Argentina, Canadá, França, Alemanha, Índia e Estados Unidos, além do Brasil. No Brasil, foram entrevistadas 1.054 pessoas com 18 anos ou mais, distribuídas por todas as regiões. A margem de erro para essa amostra é de 4,3 pontos percentuais.
A imagem do regime chinês também melhorou na maioria das nações consultadas. A aprovação é mais alta em países em desenvolvimento, como na América Latina, África e partes do sul e sudeste asiático. O Paquistão se destacou como a nação com a avaliação mais favorável, com 90% dos entrevistados expressando uma impressão positiva do regime chinês. Em contrapartida, o Japão registrou o menor índice, com apenas 11% de respostas favoráveis.
O relatório indica que a tendência de simpatia entre os mais jovens se repete na maioria dos países pesquisados, contrastando com o ceticismo mais acentuado entre as gerações mais velhas. A confiança no líder do regime, Xi Jinping, também apresenta variações. Em média, 54% dos participantes afirmam não confiar em sua liderança, enquanto 33% declaram confiar. No Brasil, essa desconfiança é ainda mais acentuada, com 66% afirmando não confiar em Xi, em comparação a 22% que confiam.
As principais preocupações dos entrevistados incluem o respeito às liberdades individuais, o risco de conflitos com países vizinhos e a interferência em assuntos internos de outras nações. Em média, apenas 26% dos participantes acreditam que Pequim respeita a liberdade individual, enquanto 59% discordam dessa afirmação. No Brasil, 66% consideram que o país não garante esse direito, enquanto 22% acreditam que há respeito às liberdades civis.
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





