N/A

Bullying cresceu na Bahia e é mais comum na rede particular, diz IBGE

3 views
Bullying cresceu na Bahia e é mais comum na rede particular, diz IBGE

Na Bahia, 37,7% dos adolescentes entre 13 e 17 anos relataram ter sofrido bullying na escola, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (25). O levantamento considerou os estudantes que vivenciaram episódios de intimidação pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores à entrevista. Em 2019, esse percentual era de 34,1%, indicando um aumento na incidência de bullying entre os jovens.

Entre 2019 e 2024, a proporção de escolares que enfrentaram bullying no Brasil subiu de 39,1% para 39,8%. Na Bahia, o crescimento foi de 3,6 pontos percentuais, o quarto maior do país, atrás de Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro. Com esse aumento, o estado deixou de ter a menor proporção de adolescentes vítimas de bullying, passando a ocupar a quarta menor posição.

Na capital baiana, Salvador, a situação também se agravou. O percentual de estudantes de 13 a 17 anos que relataram ter sofrido bullying aumentou de 35,6% em 2019 para 38,3% em 2024. Isso fez com que Salvador subisse no ranking das capitais com maior ocorrência de bullying, passando do 24º para o 22º lugar.

Em termos de proporções, Macapá e Teresina lideram com 46,0% e Manaus com 45,0% de adolescentes que relataram bullying. Por outro lado, Natal, Porto Alegre e Florianópolis apresentaram os menores índices, com 34,2%, 35,4% e 36,3%, respectivamente.

A pesquisa também revelou que as meninas continuam sendo mais afetadas pelo bullying em comparação aos meninos. Na Bahia, 39,7% das adolescentes relataram ter sofrido bullying, enquanto a proporção entre os rapazes foi de 35,4%. Em Salvador, as taxas foram de 42,4% para meninas e 34,4% para meninos. No Brasil, 43,0% das meninas e 36,7% dos meninos enfrentaram essa situação.

Além disso, a ocorrência de bullying foi mais prevalente entre os estudantes da rede privada. Na Bahia, 40,2% dos adolescentes de escolas particulares relataram ter sofrido bullying, em comparação a 37,2% na rede pública. Em Salvador, essa diferença foi ainda mais acentuada, com 41,7% nas escolas particulares e 36,9% nas públicas. No Brasil, os percentuais foram de 39,7% e 40,7%, respectivamente.

A aparência das vítimas se destacou como a principal causa de humilhação. Na Bahia, 32,0% dos escolares que sofreram bullying apontaram a aparência do rosto ou cabelo como motivo, enquanto 26,0% mencionaram a aparência do corpo. Em Salvador, os números foram de 31,3% e 25,2%, respectivamente. No Brasil, 30,4% das vítimas atribuíram o bullying à aparência do rosto ou cabelo, e 24,7% à do corpo.


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Rolar para cima