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Caiado, Zema e Aldo criticam Judiciário e tentam se diferenciar na direita

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Caiado, Zema e Aldo criticam Judiciário e tentam se diferenciar na direita

Na noite de quinta-feira (9), os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (DC) participaram da 39ª edição do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre. O evento teve como objetivo destacar suas propostas no campo conservador, em um cenário também disputado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que estará presente no fórum nesta sexta-feira (10). Flávio não participou do painel anterior devido a compromissos de agenda.

Os três pré-candidatos, apesar de compartilharem pautas como a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e críticas ao Judiciário e à política econômica do governo Lula, buscaram se diferenciar em suas falas. Caiado se apresentou como um político experiente, enfatizando sua ligação com o agronegócio e afirmando que, se eleito, seu primeiro ato seria conceder anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Suas críticas ao Judiciário, no entanto, foram contestadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que não o parabenizou imediatamente após a escolha de Caiado como pré-candidato do PSD. Leite expressou seu desejo de convergência, mas discordou da proposta de anistia, argumentando que ela não contribui para a despolarização.

Zema, por sua vez, se posicionou como um político fora do convencional e defendeu o aumento das penas para crimes cometidos por agentes públicos, sem mencionar nomes específicos. Ele destacou sua trajetória eleitoral, incluindo a vitória sobre o PT em 2018 e a aliança que formou para sua reeleição em 2022, composta por nove partidos. No entanto, sua articulação enfrenta dificuldades em palanques regionais, como no Rio Grande do Sul, onde apoia o deputado federal Marcel van Hattem na disputa ao Senado, enquanto o Novo integra uma chapa à direita alinhada à campanha de Flávio, que tem Luciano Zucco (PL) como candidato.

Aldo Rebelo, que depôs durante o julgamento dos atos de 8 de janeiro e teve um embate com o ministro Alexandre de Moraes, foi o que mais criticou o Supremo Tribunal Federal. Em sua fala de abertura, afirmou que "o Brasil não é governável com esse STF" e que isso precisa ser reconhecido. Os candidatos não mencionaram explicitamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em regime domiciliar desde sua saída da UTI.

Rebelo se definiu como "nacionalista e em defesa do desenvolvimento", criticando a atuação de ONGs internacionais e o que chamou de identitarismo. Ele citou embates com ambientalistas durante sua época como aliado do PT, quando foi relator da Lei dos Transgênicos e do Código Florestal, além de sua oposição à demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Os três pré-candidatos defenderam políticas de segurança alinhadas com lideranças conservadoras da América Latina. Caiado anunciou que encaminharia um projeto ao Congresso para classificar facções como grupos terroristas, uma proposta já defendida por Flávio Bolsonaro e pelo governo Donald Trump. Zema mencionou uma visita a um presídio em El Salvador, elogiando o modelo de segurança do governo de Nayib Bukele como exemplo de redução de homicídios. Rebelo também defendeu o endurecimento da legislação penal, relacionando o tema à atuação do PCC e CV na Amazônia, e se mostrou aberto a parcerias internacionais para combater o narcotráfico.

Os organizadores do evento, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), informaram que Lula e outros pré-candidatos foram convidados, mas não responderam. O primeiro dia do fórum contou com a presença de figuras como o ex-presidente boliviano Tuto Quiroga e o empresário Luciano Hang. Nesta sexta-feira, o painel de Flávio Bolsonaro será seguido pela apresentação da economista americana Deirdre McCloskey.


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