O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), reconheceu a possibilidade de substituir o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para ampliar as alianças em torno da candidatura à reeleição do presidente Lula (PT). Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, realizada na terça-feira, 24, Camilo descreveu Alckmin como uma pessoa extraordinária, correta e leal, mas destacou a polarização política como um fator que justifica a busca por novos aliados.
Camilo apontou o MDB como o parceiro mais viável e mencionou o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho, como possíveis candidatos à vice de Lula. Apesar de setores do MDB trabalharem para se aproximar do presidente, ele reconheceu que essa operação política é complexa. O ministro afirmou que, embora a manutenção de Alckmin como vice seja a melhor opção, a polarização exige a ampliação das alianças.
Ele lembrou que o MDB já integrou uma chapa petista, com Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, e não vê o impeachment da ex-presidente como um impedimento para buscar o apoio do partido. Camilo também defendeu a articulação com partidos do centrão e reiterou a importância de uma candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Prestes a deixar o MEC para apoiar a campanha do governador Elmano de Freitas (PT) à reeleição no Ceará, ele expressou o desejo de concluir seu trabalho à frente do ministério.
O presidente Lula busca uma aliança formal com o MDB, e Camilo acredita na possibilidade dessa união. Dirigentes do MDB condicionam sua participação ao espaço de vice na chapa. Camilo defendeu a ampliação das alianças, destacando que o MDB é o partido mais próximo e viável. Ele mencionou que, além de Renan Filho e Helder Barbalho, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, também é uma opção forte.
Camilo comentou sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, questionando por que isso ainda não se traduziu em intenção de voto. Ele afirmou que pode ser cedo para avaliar os resultados, mas reconheceu a importância da medida. Em relação ao cenário político em São Paulo, ele observou que o fortalecimento de Flávio Bolsonaro como adversário é uma consequência da força do bolsonarismo.
O ministro enfatizou a necessidade de ampliar alianças para enfrentar a polarização e as fake news nas eleições, mencionando a importância de um rigor maior na legislação para combater desinformação. Ele também abordou a possibilidade de negociações com outros partidos, como Ciro Nogueira no Piauí, ressaltando que a prioridade é a eleição nacional.
Camilo reafirmou que Fernando Haddad não pode se dar ao luxo de não ser candidato em São Paulo, destacando sua importância para o projeto nacional. Ele acredita que a esquerda pode conquistar votos entre o eleitorado evangélico, ressaltando as políticas do governo voltadas para as famílias.
Sobre o escândalo do Banco Master, Camilo acredita que a investigação pode fortalecer a imagem do governo, que busca combater irregularidades. Ele também comentou sobre a necessidade de restaurar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, defendendo a discussão de um código de ética para o Judiciário.
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