A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) tornou-se alvo de uma nova manifestação política em Florianópolis. Durante um ato de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um participante exibiu um cartaz que combinava uma fotografia da parlamentar com a imagem de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano. O material, que também continha adesivos da campanha petista, trazia a frase “não representa SC”.
Contexto das manifestações políticas
O episódio em Santa Catarina ocorre em um cenário de acirramento político envolvendo a parlamentar. Júlia Zanatta, que foi reeleita com 560.233 votos, gerou controvérsia ao comemorar sua vitória no dia 4 de outubro utilizando um chicote. Segundo a deputada, o objeto foi uma referência à expressão regional “ganhou de relho”, utilizada para descrever uma vitória expressiva nas urnas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a comentar o episódio durante um encontro com parlamentares jovens. Sem mencionar o nome da deputada, o chefe do Executivo criticou o fato de uma parlamentar “andar com chicote na mão”, o que intensificou o debate público sobre a postura da legisladora e as reações de seus opositores.
Encenação e ameaças em Goiânia
Antes do ocorrido em Florianópolis, a deputada já havia sido alvo de um protesto contundente em Goiânia, no dia 11 de outubro. Manifestantes penduraram um boneco com o rosto da parlamentar e simularam um açoitamento, acompanhado da frase “Sinhá Zanatta no tronco”. O ato fez alusão direta à escravidão e foi uma resposta ao vídeo em que a deputada aparece portando o chicote.
Em resposta aos episódios, Júlia Zanatta declarou que está avaliando medidas jurídicas para lidar com as manifestações. A parlamentar relatou ter recebido ameaças de morte, incluindo uma mensagem que exigia sua saída do país em um prazo de 30 dias. Para mais detalhes sobre o cenário político, acompanhe a cobertura completa em metropoles.com.
Reação da parlamentar aos ataques
Sobre o uso da imagem de Charlie Kirk em cartazes, a deputada afirmou que a estratégia ultrapassa os limites da disputa democrática. Ela questionou a postura dos manifestantes ao utilizar a imagem de um homem assassinado por motivação política para tentar intimidar uma mulher que possui posicionamento ideológico distinto. Zanatta reforçou que não pretende recuar diante das pressões e defende a apuração rigorosa de todas as ameaças recebidas.
Fonte: metropoles.com
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