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Celular de Daniel Vorcaro revela plano para “comprar” opinião de influenciadores por meio desta agência

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A Polícia Federal encontrou novas evidências de que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, tentou contratar agências de marketing para remunerar influenciadores digitais. O intuito era que esses influenciadores realizassem publicações favoráveis ao banco em um momento de crise de confiança e suspeitas de insolvência. A informação foi divulgada pelo Estadão nesta quarta-feira, 15 de novembro.

As provas foram obtidas a partir do celular de Vorcaro, que está detido desde março de 2026. As conversas revelam que ele negociou com a agência Spark, especializada em influenciadores, para desenvolver conteúdos estratégicos em plataformas como o Instagram. A investigação aponta que a estratégia envolvia a contratação de influenciadores do setor financeiro para promover uma imagem positiva do Banco Master e defender transações consideradas duvidosas.

A proposta incluía a produção de vídeos e sequências de Stories, com o objetivo de transmitir a ideia de que o banco era financeiramente sólido. Em um dos diálogos, uma diretora da agência mencionou o influenciador Renoir Vieira, conhecido por suas análises sobre o mercado financeiro. Em abril de 2025, Vieira gravou um vídeo defendendo a aquisição do Banco Master pelo BRB, uma transação que gerou desconfiança no mercado.

Renoir Vieira, ao ser contatado, confirmou que recebeu a proposta, mas afirmou que não aceitou o pagamento. Ele declarou que o vídeo postado refletia sua "opinião sincera" sobre o mercado, sem ser uma publicidade paga. A agência Spark, por sua vez, reconheceu que houve conversas com o grupo de Vorcaro, mas alegou que rejeitou a proposta, considerando-a "eticamente incompatível" com seus padrões, indicando que as solicitações do banco ultrapassavam o que seria uma propaganda convencional.

Além disso, a PF investiga a Mithi, outra agência envolvida, que está ligada ao empresário Thiago Miranda, ex-administrador de negócios de Léo Dias. As suspeitas são sérias, pois a investigação aponta que a intenção era pagar influenciadores para afirmar que o banco estava em boa situação antes da intervenção do Banco Central. Após a prisão de Vorcaro, influenciadores teriam sido contratados para criticar diretores do Banco Central, com o objetivo de contestar judicialmente o fechamento da instituição.

O jornalista Léo Dias, conforme reportado pelo Estadão, teria recebido aproximadamente R$ 9,9 milhões do Banco Master. Atualmente, Daniel Vorcaro, que permanece preso, está em negociações para um acordo de delação premiada, o que pode resultar na revelação de detalhes sobre o esquema e a identificação de pessoas que receberam pagamentos para influenciar a opinião pública, em troca de uma possível redução de pena.


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