O custo da alimentação básica em Salvador apresentou um recuo significativo no último mês. Entre julho e agosto de 2026, o preço da cesta básica na capital baiana caiu 3,30%, posicionando a cidade entre as localidades com as quedas mais expressivas do país. O levantamento, realizado pelo Dieese em parceria com a Conab, aponta que este foi o sexto maior declínio observado entre as 27 capitais brasileiras monitoradas.
Reflexos da redução nos preços dos alimentos
Em agosto, o valor médio da cesta básica em Salvador foi fixado em R$ 628,89. O montante mantém a capital em um patamar de custo inferior à média nacional, figurando entre os valores mais baixos do Nordeste, superando apenas Aracaju, com R$ 570,98, Natal, com R$ 627,42, e Maceió, com R$ 627,45.
A tendência de queda não foi um fenômeno isolado de Salvador. No cenário nacional, 25 das 27 capitais pesquisadas registraram barateamento nos itens essenciais. O movimento de retração foi impulsionado, majoritariamente, pela desvalorização de produtos que compõem a mesa do brasileiro, como a batata, o café em pó e o tomate.
Impacto no poder de compra do trabalhador
Com a diminuição dos preços, houve um impacto direto no esforço laboral necessário para a aquisição dos produtos. Em agosto, o trabalhador soteropolitano precisou dedicar 98 horas e 37 minutos de sua jornada para comprar a cesta, um tempo menor do que as 100 horas e 24 minutos registradas em julho. Atualmente, a cesta básica compromete 48,46% do salário mínimo líquido.
Apesar do alívio mensal, o contexto anual ainda revela desafios. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, 25 capitais brasileiras registraram aumento no custo dos alimentos. Salvador, neste recorte, não figurou entre as exceções que apresentaram redução, como ocorreu em Brasília e Palmas.
Comparativo nacional e o salário mínimo necessário
Enquanto Salvador celebra a queda, outras capitais seguem com custos elevados. São Paulo lidera o ranking do maior custo do país, com a cesta custando R$ 900,59, mesmo após uma redução de 1,58%. Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis completam a lista das cidades com os maiores gastos mensais com alimentação.
Diante dos valores praticados, o Dieese estima que o salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.565,86. Este valor representa 4,67 vezes o salário mínimo vigente no país, fixado em R$ 1.621, evidenciando a distância entre a realidade econômica e o poder de compra atual.
Fonte: seliguebahia.com.br
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