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China insta EUA a garantir segurança pessoal e libertar ‘imediatamente’ Maduro e esposa

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China insta EUA a garantir segurança pessoal e libertar 'imediatamente' Maduro e esposa

A China solicitou aos Estados Unidos a libertação imediata do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados durante um ataque americano à Venezuela no sábado, 2 de setembro. O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu uma nota pedindo que os EUA garantam a segurança de Maduro e de Flores, além de cessar a subversão do governo venezuelano. A China defende que as divergências devem ser resolvidas por meio do diálogo e da negociação.

Anteriormente, o ministério já havia condenado a ação militar americana, expressando estar "profundamente chocado" com o ataque. A China se opõe firmemente ao que considera comportamento hegemônico dos EUA, que, segundo a nota, viola o direito internacional e a soberania da Venezuela, além de ameaçar a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. O governo chinês instou os EUA a respeitar o direito internacional e os princípios da Carta da ONU, pedindo que cessem as violações à soberania de outros países.

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Maduro e sua esposa chegaram na noite de sábado ao Aeroporto Internacional Stewart, nas proximidades de Nova York, sob forte escolta de policiais, militares e agentes de segurança. Em um pronunciamento após a captura, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país governará a Venezuela até que ocorra uma transição e que o petróleo venezuelano será explorado por americanos. A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo e a China é um de seus principais compradores.

Quando questionado sobre como a ação afetaria as relações com a China e outros interessados na Venezuela, Trump respondeu que aqueles que desejam petróleo o terão. Ele afirmou que os EUA venderão grandes quantidades de petróleo a outros países, destacando que a produção anterior era limitada devido à infraestrutura precária do país. Trump também mencionou a possibilidade de enviar tropas ao solo venezuelano para garantir o controle dos EUA e revelou que está negociando com Delcy Rodríguez, vice de Maduro, sobre os próximos passos. O Brasil reconheceu Rodríguez como interina na ausência de Maduro.

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Há preocupações de que a invasão da Venezuela e a captura de Maduro possam incentivar outros países a adotar estratégias semelhantes contra vizinhos, como é o caso da China em relação a Taiwan. Pequim considera a ilha, que possui um presidente democraticamente eleito, parte "inalienável" de seu território e não descarta o uso da força para a reunificação.

Um editorial publicado no China Daily, veículo estatal da China, neste domingo, 4 de setembro, afirmou que as ações do governo Trump estabelecem um "precedente perigoso para as relações internacionais". O texto, sem mencionar diretamente os EUA ou outras nações, argumenta que a lógica de Washington, se aceita, concederia a países poderosos uma licença universal para intervenções militares, contrariando os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. O editorial conclui que a agressão injustificável dos EUA destrói qualquer autoridade moral que possam reivindicar e que as regras internacionais devem se aplicar a todos, não apenas a alguns.

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