Um estudo recente publicado no Journal of Studies on Alcohol and Drugs revela que não há um nível seguro para o consumo de álcool, mesmo em quantidades que costumam ser consideradas moderadas. A pesquisa, liderada por Timothy Naimi, diretor do Instituto Canadense de Investigação sobre o Consumo de Substâncias da Universidade de Victoria, indica que até mesmo uma única bebida diária pode aumentar o risco de mortalidade, desafiando a crença comum de que uma taça de vinho por dia é benéfica à saúde.
A investigação conclui que os efeitos adversos do álcool superam os benefícios frequentemente atribuídos ao seu consumo moderado. Kevin Shield, professor associado da Universidade de Toronto e coautor do estudo, destacou que até níveis baixos de consumo apresentam riscos à saúde, e que esses perigos aumentam conforme a quantidade consumida.
O estudo também relaciona o consumo regular de álcool a uma maior probabilidade de desenvolver diversas condições de saúde. O especialista Marc Siegel, mencionado pela Fox News, enfatizou que o álcool pode prejudicar órgãos como o coração, o fígado e o cérebro, além de favorecer a inflamação e certos tipos de câncer, resultando em um aumento do risco de mortalidade.
Historicamente, organismos de saúde pública permitiam até duas bebidas diárias para homens como uma quantidade aceitável. No entanto, o novo estudo sugere que a melhor abordagem para mitigar riscos é limitar o consumo a uma bebida por dia ou, idealmente, eliminar completamente o álcool. Os autores do estudo alertam que muitas pessoas tendem a subestimar seu consumo real, o que dificulta a definição de limites eficazes. Assim, os especialistas defendem a revisão das recomendações atuais, considerando as novas evidências, e a priorização da redução do consumo de álcool como uma questão de saúde pública.
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