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Cinturão de Kuiper pode esconder planeta desconhecido do Sistema Solar

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Cinturão de Kuiper pode esconder planeta desconhecido do Sistema Solar

Uma equipe de astrônomos encontrou indícios de que um objeto massivo e ainda não observado pode estar escondido nas regiões mais distantes do Sistema Solar. Esse possível corpo celeste estaria localizado no Cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno, e teria uma massa potencialmente superior à de Mercúrio. O estudo que apresenta essas descobertas foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Os pesquisadores detectaram uma deformação no plano orbital do Cinturão de Kuiper, que abriga milhares de objetos rochosos e gelados, incluindo Plutão. Essa estrutura apresenta um comportamento inesperado em certas distâncias do Sol. O suposto planeta foi denominado “Planeta Y” e, segundo os autores, é distinto das hipóteses anteriores conhecidas como “Planeta 9” ou “Planeta X”.

A discussão sobre a existência de um planeta ainda não identificado nos limites do Sistema Solar ocorre há anos, mas as hipóteses anteriores estavam ligadas à ideia de um objeto além do Cinturão de Kuiper, que influenciaria o agrupamento das órbitas de alguns corpos naquela região. Nesta nova pesquisa, os cientistas adotaram uma abordagem diferente. Em vez de focar apenas no agrupamento orbital, eles analisaram variações no plano orbital do Cinturão de Kuiper. A equipe rastreou as órbitas de mais de 150 objetos e constatou que, entre 50 e 80 unidades astronômicas do Sol, o plano do cinturão é semelhante ao do Sistema Solar interno. Uma unidade astronômica corresponde à distância média entre a Terra e o Sol. No entanto, entre 80 e 200 unidades astronômicas, foi identificada uma deformação que não havia sido detectada anteriormente. Após simulações, os pesquisadores concluíram que um planeta com massa entre a de Mercúrio e a da Terra seria a explicação mais plausível para essa distorção.

O estudo revela que o Planeta Y se diferencia das versões propostas para o “Planeta 9” ou “Planeta X”. Os autores afirmam que o novo objeto teria uma massa menor e estaria mais próximo do Sol em comparação com as hipóteses anteriores. No artigo, os pesquisadores enfatizam que esse corpo é distinto em massa e eixo semi-maior das teorias anteriores que tentavam explicar o agrupamento das órbitas no Sistema Solar externo. Eles também sugerem que um objeto com essas características poderia ter se formado nas fases iniciais da história do Sistema Solar. A confirmação da existência desse planeta pode depender de novas observações. O projeto Legacy Survey of Space and Time, conduzido pelo Vera C. Rubin Observatory, no Chile, terá uma duração de dez anos e deve melhorar significativamente a resolução das observações do Cinturão de Kuiper. Os cientistas acreditam que essa iniciativa poderá confirmar ou descartar a deformação identificada e, eventualmente, detectar o planeta responsável por ela.


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