A cidade de São Paulo torna-se o centro de um importante debate sobre neurodiversidade neste final de semana com o lançamento da obra TEAr, Múltiplas Formas de Existir. O livro reúne uma vasta coletânea de narrativas autobiográficas de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) já na vida adulta, oferecendo um panorama inédito sobre a experiência de receber o diagnóstico após anos de trajetória pessoal.
Iniciativa e propósito da obra
A coletânea é o resultado direto do projeto Minha História, Nosso Espectro, idealizado e organizado pela neurologista Clarice Tardio. O objetivo central da publicação é promover a inclusão social e desmistificar estereótipos que historicamente cercam o TEA, especialmente aqueles que ignoram as vivências de adultos que descobrem sua condição tardiamente.
A relevância do projeto é reforçada pela participação de figuras públicas que auxiliam na visibilidade da causa. O prefácio da obra é assinado pelo desembargador Alexandre Morais da Rosa, que detém o marco de ser o primeiro magistrado de um Tribunal de Justiça a declarar publicamente ser autista no Brasil. A viabilização da impressão dos primeiros exemplares contou com o patrocínio da empresa Petrobahia.
Programação de lançamento na capital paulista
O lançamento oficial em São Paulo contempla uma agenda diversificada, incluindo sessões de autógrafos em espaços culturais e na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Distrito Anhembi. A autora e organizadora estará presente para interagir com o público e discutir os temas abordados nos relatos.
- Clarice Café e Cozinha: Rua Major Maragliano, 387, Vila Mariana, às 10h.
- Bienal do Livro de SP: Espaço na Rua E, Estande 10, das 18h às 20h.
- Espaço Pare e Escreva com Daiana: Travessa AA, 31, das 10h às 12h.
A obra busca preencher uma lacuna literária ao dar voz a adultos que, por muito tempo, foram invisibilizados pelas estatísticas e pelo senso comum sobre o autismo. Ao compartilhar trajetórias reais, o livro convida a sociedade a repensar as formas de existir e a acolher a neurodiversidade em todas as fases da vida.
Fonte: atarde.com.br
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