A Bahia, apesar de contar com 12 cursos de Medicina abaixo da média, registrou o maior número de participantes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) entre os estados do Nordeste. O estado teve 2.688 estudantes de medicina inscritos, sendo 1.193 da capital e 1.495 do interior, distribuídos em 22 instituições de ensino.
A Universidade Salvador (Unifacs) liderou a lista com 355 inscritos, seguida pelo Centro Universitário Zarns – Salvador com 319, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) com 291, Universidade Federal da Bahia (UFBA) com 164 e Universidade do Estado da Bahia (UNEB) com 64. Em Vitória da Conquista, 220 estudantes se inscreveram, com 149 na Afya (FCM VIC), 38 na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e 33 na UFBA.
Outras cidades também participaram do exame, como Juazeiro com 195 inscritos, Barreiras com 142, Lauro de Freitas com 141, Itabuna com 116, Guanambi com 114, Teixeira de Freitas com 105, Alagoinhas com 101, Eunápolis com 88, Jacobina com 73, Irecê com 43, Ilhéus com 39, Paulo Afonso com 37, Feira de Santana com 30, Santo Antônio de Jesus com 26 e Jequié com 25.
As faculdades privadas tiveram um número significativamente maior de inscritos em comparação às públicas. Do total de 2.688 alunos, 2.065 pertencem a instituições privadas, enquanto 623 são de instituições públicas. O número de inscritos nas faculdades privadas é mais de três vezes superior ao das públicas. Contudo, as universidades públicas apresentaram conceitos mais elevados, enquanto as particulares mostraram uma variação maior, com predominância de conceitos intermediários e baixos.
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) obteve o Conceito 3, enquanto a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) teve desempenho abaixo da média, com o Conceito 2.
Em entrevista, Hélio Braga, diretor da Associação Baiana de Medicina, destacou os riscos de médicos mal formados, que podem resultar em desperdício de recursos na saúde pública devido a diagnósticos errados e pedidos de exames desnecessários. Ele mencionou que a entidade promove cursos de atualização e congressos para melhorar a formação médica.
Braga também defendeu a realização de um exame de proficiência, conforme proposto pelo conselho federal da classe, para assegurar que apenas médicos com formação adequada exerçam a profissão. Ele enfatizou que essa medida protegeria a população de diagnósticos equivocados e ajudaria a reduzir desperdícios na área da saúde.
O diretor afirmou que as entidades médicas estão unidas na defesa do teste de proficiência, que vem sendo solicitado há anos. Ele observou que algumas universidades temiam que a implementação desse teste expusesse a inadequação de sua formação.
Além disso, a ABM planeja se aproximar de ligas estudantis para estimular eventos científicos e suprir a falta de professores médicos em algumas faculdades, onde mais de 50% dos docentes não são médicos. Através da Associação, serão realizados cursos com profissionais qualificados para melhorar a formação dos estudantes.
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