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Com foco no “fator casa”, SAF do Flu de Feira prevê investimento de R$ 240 mi para modernizar Joia da Princesa

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Com foco no "fator casa", SAF do Flu de Feira prevê investimento de R$ 240 mi para modernizar Joia da Princesa

O Estádio Joia da Princesa, um dos mais tradicionais do futebol baiano, pode passar por uma significativa transformação nos próximos anos. A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fluminense de Feira venceu o processo de concessão do equipamento e apresentou um projeto que inclui investimentos substanciais, requalificação urbana do entorno e a revitalização do estádio como o centro das atividades do futebol profissional do clube.

A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira, nome oficial do Joia da Princesa, teve apenas uma proposta apresentada. O certame, realizado em janeiro deste ano pela Prefeitura de Feira de Santana, contou com a participação exclusiva de uma empresa ligada ao grupo Core 3, que é responsável pela SAF do Touro do Sertão.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, explicou o estágio atual do processo, os pilares do projeto e as alternativas caso o Fluminense não consiga utilizar o estádio imediatamente. Segundo o dirigente, o processo está na fase documental, que está sendo conduzida pelo departamento jurídico da SAF. O projeto foi elaborado com estudos prévios de viabilidade econômica e urbana.

Filemon destacou que o investimento será totalmente realizado pela SAF, sem a utilização do modelo de Parceria Público-Privada (PPP). Ele afirmou que a prefeitura cede o espaço e que todo o investimento será responsabilidade da SAF.

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O projeto contempla não apenas a reforma do gramado, mas também a criação de um complexo multiuso que terá um impacto direto na economia local. As intervenções incluem a reformulação da arena, novos banheiros, lanchonetes, acessibilidade, a criação de uma cadeia de lojas ao redor da arquibancada com paisagismo, além da construção de um hotel com centro de convenções e alojamento para times visitantes. O investimento estimado ao longo dos 50 anos de concessão é de R$ 240 milhões. Filemon ressaltou que cada loja foi planejada para se adequar ao bairro e gerar receita.

A SAF também pretende utilizar o Joia da Princesa para fortalecer o mando de campo do clube. A ideia é transferir parte das atividades do departamento profissional para dentro do estádio, com treinos periódicos, visando tornar o Fluminense mais forte em casa.

Apesar do cronograma de longo prazo, a SAF está considerando intervenções emergenciais para permitir que o time jogue no estádio o mais rápido possível. Filemon expressou sua ansiedade em relação ao processo burocrático e espera que a situação esteja resolvida até a Série B do Baianão. Caso o estádio não esteja liberado a tempo, o plano alternativo é realizar os jogos no município de Santo Estêvão, onde o clube já tem uma boa relação e considera investir em um núcleo esportivo.

Recentemente, o Joia da Princesa foi reaberto com dois jogos oficiais no Baianão 2025 e também foi palco da final da Série B estadual, vencida pelo Bahia de Feira. Além disso, o estádio recebeu partidas do Campeonato Brasileiro Feminino e jogos da equipe principal do Bahia pelo Campeonato Baiano.

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