A Bahia acumulou mais de R$ 9,3 bilhões em investimentos em saneamento básico entre 2003 e fevereiro de 2026, considerando recursos públicos e privados, e ocupa a quarta posição no ranking nacional. Os dados são de um levantamento da Agência Fiquem Sabendo, com informações do Ministério das Cidades, e referem-se a 354 contratos firmados no estado ao longo dos últimos 23 anos.
Dentre o total investido na Bahia, aproximadamente R$ 9 bilhões são de origem pública, enquanto R$ 277 milhões são provenientes da iniciativa privada. Os investimentos se distribuem em várias categorias, com cerca de R$ 3,5 bilhões destinados ao esgotamento sanitário, R$ 2,4 bilhões para abastecimento de água, R$ 1,9 bilhão para manejo de águas pluviais e R$ 1,2 bilhão para outras ações.
No contexto nacional, a Bahia está atrás apenas de São Paulo, que recebeu R$ 30,4 bilhões, Rio de Janeiro com R$ 16,5 bilhões e Minas Gerais, que soma R$ 11,2 bilhões. Os estados que seguem a Bahia no ranking são Paraná, com R$ 8,1 bilhões, Rio Grande do Sul, com R$ 7 bilhões, e Pará, que totaliza R$ 4,9 bilhões em investimentos no mesmo período.
No Nordeste, a Bahia se destaca como líder em investimentos em saneamento, superando Pernambuco, que registra cerca de R$ 4 bilhões, Ceará com R$ 3,6 bilhões e Maranhão com R$ 3,01 bilhões. Os dados também revelam uma predominância de investimentos públicos em diversas unidades da federação, com estados como Paraíba, Piauí e Sergipe recebendo aportes exclusivamente estatais.
Por outro lado, estados como São Paulo e Paraná apresentam uma maior participação do setor privado, refletindo diferentes modelos de financiamento e gestão no setor de saneamento no Brasil. O levantamento também evidencia a concentração de investimentos nas regiões Sudeste e Sul, enquanto a Bahia se destaca como o principal destino de recursos em saneamento no Nordeste nas últimas duas décadas.
Desde 2003 até fevereiro de 2026, aproximadamente 46% dos mais de R$ 130 bilhões investidos em saneamento público no país foram direcionados ao Sudeste, com os maiores beneficiados sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em contraste, Amapá e Acre receberam os investimentos mais modestos, com R$ 502 milhões e R$ 608 milhões, respectivamente. O levantamento inclui informações sobre a fonte dos investimentos, a quantidade de contratos, os valores aplicados, os estados envolvidos e os tipos de ações sanitárias realizadas, destacando que as maiores somas foram destinadas ao esgotamento sanitário, abastecimento de água e manejo de águas pluviais.
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