A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados realizou uma sessão marcada por tumulto e intensas discussões nesta quarta-feira (8), após um intervalo de duas semanas sem reuniões. Durante o encontro, parlamentares contrários à eleição de Erika Hilton (Psol-SP) apresentaram uma moção de repúdio em resposta a declarações feitas pela presidente do colegiado.
Após uma hora de debates, a maioria dos membros da Comissão decidiu não incluir a moção de repúdio na pauta. A proposta foi apresentada por deputadas conservadoras e de partidos de direita, que protestaram contra comentários de Erika Hilton, os quais relacionavam ataques que recebeu nas redes sociais a pessoas “imbeCIS”.
Apesar da tensão, a Comissão conseguiu aprovar um projeto durante a reunião. A proposta, de autoria da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), estabelece que todos os regulamentos de concursos de beleza no Brasil devem garantir a participação de mulheres que sejam mães, gestantes ou casadas.
Em seguida, Erika Hilton fez um pronunciamento contundente sobre sua eleição para a presidência da Comissão, defendendo sua legitimidade e rebatendo os argumentos que pediam a anulação de sua eleição. A situação se agravou quando um homem proferiu agressões verbais contra a deputada Clarissa Tércio (PP-PE). O deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) interveio, derrubando o celular do agressor e solicitando sua retirada do local.
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) inicialmente afirmou que não poderia proibir o acesso de um cidadão à Câmara, mas, diante da confusão, pediu a intervenção do Departamento de Polícia Legislativa (Depol) para remover o homem da sala. A sessão foi encerrada a pedido da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), que solicitou que os parlamentares acompanhassem Clarissa Tércio na elaboração do boletim de ocorrência. Outros deputados expressaram solidariedade à deputada agredida.
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