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Como funcionam os robôs do show de artes marciais na China

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Como funcionam os robôs do show de artes marciais na China

Durante o Spring Festival Gala 2026, realizado na segunda-feira (16), a apresentação de robôs praticando artes marciais trouxe à tona inovações tecnológicas significativas. Os robôs, desenvolvidos pela Unitree Robotics, com sede em Hangzhou, impressionaram ao realizar movimentos complexos, como parkour, saltos acrobáticos e duelos coreografados com humanos. A empresa e seus representantes informaram ao grupo de mídia chinês CMG que o espetáculo tinha como objetivo demonstrar avanços em controle de movimento, equilíbrio e sincronização entre múltiplas unidades, além de mostrar aplicações práticas desses sistemas fora do entretenimento.

Durante a apresentação, os robôs realizaram feitos inéditos, como o primeiro parkour contínuo com salto sobre mesa em estilo livre e flips aéreos com alturas superiores a 3 metros. O CEO da Unitree Robotics, Wang Xingxing, destacou que a intenção era maximizar as capacidades técnicas demonstradas. Um dos momentos mais impressionantes foi o salto dos robôs, que utilizaram lançadores personalizados para alcançar alturas entre 2 e 3 metros, seguidos de piruetas e aterrissagens controladas. Para alcançar esses resultados, a equipe realizou milhões de simulações e ajustes no ambiente real, enfatizando a necessidade de precisão no controle de equilíbrio e estabilidade no pouso.

A evolução em relação ao espetáculo do ano anterior foi notável. Em 2025, os robôs realizaram movimentos mais simples, enquanto em 2026, passaram a correr e executar sequências marciais complexas, graças a um sistema de controle de clusters atualizado, que permite a sincronização de dezenas de robôs em tempo real com baixa latência. Para garantir a precisão durante a performance, os robôs utilizaram um algoritmo de localização que combina dados proprioceptivos com informações de lidar 3D, processando o ambiente várias vezes por segundo e mantendo o posicionamento exato mesmo após movimentos intensos.

No controle de movimento, modelos pré-treinados foram ajustados para que os robôs pudessem corrigir sua posição durante a execução de golpes e mudanças de formação. A equipe também trabalhou para alinhar as ações dos robôs com a música e os performers humanos, alcançando uma precisão de até 0,1 segundo. Apesar do foco no espetáculo, a Unitree Robotics enfatiza que a principal meta é a aplicação prática das habilidades demonstradas. Wang explicou que as capacidades de corrida e artes marciais são essenciais para aumentar a estabilidade dos robôs em colaboração com humanos.

O sistema de automação em cluster utilizado no evento pode ser aplicado em diversas áreas, como inspeções industriais e coordenação em linhas de montagem. Durante a apresentação, os robôs demonstraram resistência a forças externas, mantendo a pegada estável em cenas que envolviam técnicas com bastões. Essa habilidade, baseada em controle complacente, pode ser útil em montagem de precisão e serviços domésticos. Os saltos sobre obstáculos mostraram a capacidade de adaptação rápida ao ambiente, uma característica valiosa para tarefas como organização de mercadorias e deslocamento em espaços estreitos.


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