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Consulado do Brasil em Lisboa se manifesta sobre passaporte em nome de Eliza Samudio

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Consulado do Brasil em Lisboa se manifesta sobre passaporte em nome de Eliza Samudio
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O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou nesta terça-feira que recebeu um passaporte em nome de Eliza Samudio, brasileira desaparecida em 2010, em um dos crimes mais emblemáticos do país. O documento foi entregue à representação diplomática na última sexta-feira e está sob análise do governo brasileiro.

Em nota oficial, o consulado informou que, no mesmo dia em que recebeu o passaporte, fez uma consulta formal ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para definir a destinação do documento. Até o momento, a representação diplomática aguarda orientações.

A informação sobre a existência do passaporte foi divulgada inicialmente pelo Portal Léo Dias. Segundo autoridades brasileiras, não há indícios de que o passaporte esteja relacionado a acontecimentos posteriores ao desaparecimento de Eliza Samudio. Fontes do Itamaraty relataram que o documento havia sido extraviado pela própria Eliza quando residia em Portugal, anos antes do crime. Ela conseguiu deixar o país europeu em novembro de 2007 por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil, emitida por um consulado brasileiro, que é utilizada quando cidadãos perdem ou não têm acesso ao passaporte.

O passaporte antigo foi encontrado no final de 2025, dentro de um apartamento alugado em Portugal, entre livros em uma estante. O imóvel era compartilhado por várias pessoas, e um morador encontrou o documento por acaso e comunicou a descoberta. O passaporte estava em bom estado de conservação e continha apenas um carimbo de entrada em Portugal datado de 5 de maio de 2007, sem registro oficial de saída.

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, em Minas Gerais. As investigações concluíram que ela foi sequestrada e assassinada a mando do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, com quem teve um relacionamento e um filho. O ex-jogador foi condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Também foram condenados Luís Henrique Romão, conhecido como “Macarrão”, e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como “Bola”. Apesar da elucidação do crime, os restos mortais de Eliza nunca foram encontrados. O governo brasileiro ainda não informou quando deve se pronunciar oficialmente sobre o destino do passaporte entregue ao consulado em Lisboa.


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