O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), acusou aliados do presidente Lula de disseminar informações falsas nas redes sociais ao afirmarem que a proposta de Emenda Constitucional (PEC) da oposição criaria uma jornada de trabalho de 7×0. Nos últimos dias, parlamentares do governo têm publicado nas redes sociais que a proposta da oposição, em contraste com a que extingue a jornada de 6×1, visa retirar direitos dos trabalhadores e não garante folgas.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou em um dos posts que a proposta extingue a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pediu que os apoiadores da proposta que acaba com a 6×1 pressionem os senadores a retirarem suas assinaturas em apoio ao texto. Marinho respondeu, afirmando que a proposta não elimina o 13° salário, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou qualquer outro direito, e que mantém a jornada semanal máxima de 44 horas, conforme previsto na Constituição.
A PEC permite que o trabalhador escolha um regime flexível, com pagamento por horas trabalhadas. Nesse modelo, os benefícios seriam calculados proporcionalmente à carga horária exercida. Marinho destacou que a verdadeira preocupação dos críticos da PEC não é a suposta retirada de direitos, mas sim a ampliação da negociação direta entre trabalhador e empregador, o que diminuiria a dependência dos sindicatos. "O que eles defendem não é o trabalhador, mas os sindicatos", afirmou.
A PEC da oposição já possui 40 assinaturas e foi protocolada no Senado. Essa proposta serve como contraponto à proposta do fim da 6×1, que é defendida pelo governo e já foi aprovada na Câmara dos Deputados.
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