A Corregedoria da Polícia Civil deu início a oitivas na capital paulista para apurar suspeitas de favorecimento e irregularidades na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Entre os intimados a prestar esclarecimentos estão a delegada seccional da cidade, Margarette Barreto, o delegado titular do 1º Distrito Policial local e um dos carcereiros da unidade. Para mais detalhes sobre o andamento das investigações e desdobramentos judiciais, acesse a Gazeta Brasil.
As apurações ocorrem em desdobramento de uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo. O objetivo é investigar se o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, recebia regalias no local onde cumpre prisão temporária sob suspeita de integrar uma organização criminosa e manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital, acusações que ele nega.
Correição extraordinária e apreensão de valores
Por determinação do corregedor-geral João Beolchi, foi instaurada uma correição extraordinária para investigar a conduta dos agentes e os procedimentos adotados na custódia dos detentos. Inspeções preliminares já apontaram falhas em rotinas internas do presídio.
Na operação conduzida por promotores e policiais, mandados de busca e apreensão foram cumpridos dentro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Um dos principais alvos foi um carcereiro suspeito de facilitar a entrada e a concessão de benefícios irregulares aos custodiados.
Com o servidor investigado, as autoridades apreenderam uma quantia expressiva em dinheiro vivo, somando R$ 155 mil e US$ 10 mil, o equivalente a cerca de R$ 55 mil. A análise aprofundada do caso dependerá do compartilhamento dos documentos e materiais apreendidos pela Promotoria nos próximos dias, enquanto os depoimentos seguem em andamento.
Manifestação da defesa e próximos passos
Em nota oficial assinada pelos advogados Aloísio Medeiros e Rodrigo Araújo, a defesa de Milton Leite refutou categoricamente qualquer acusação de favorecimento. Os defensores afirmaram que o ex-presidente da Câmara não recebe e nunca recebeu qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado na unidade em que está custodiado.
A equipe jurídica ressaltou ainda que não teve acesso à íntegra do procedimento conduzido pelo Ministério Público, mas garantiu que tanto o ex-parlamentar quanto seus representantes legais permanecem à disposição das autoridades para colaborar com todos os esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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