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Correios recorrem ao TST para tentar barrar greve nacional da categoria

Correios recorrem ao TST para tentar barrar greve nacional da categoria

A direção dos Correios acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o objetivo de conter a greve nacional deflagrada pelos trabalhadores nesta sexta-feira (11). A paralisação, que ocorre por tempo indeterminado, foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) após o esgotamento das negociações referentes à campanha salarial da categoria.

O movimento grevista conta com a adesão de sindicatos em praticamente todos os estados brasileiros. A decisão de buscar a mediação judicial reflete o impasse entre a estatal e os representantes dos servidores, que não chegaram a um consenso sobre as cláusulas do novo acordo coletivo de trabalho.

Impasse sobre o plano de saúde e reivindicações

O ponto central do conflito reside na gestão do plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a intenção da empresa de alterar sua condição como mantenedora do benefício gera receio sobre a sustentabilidade e a qualidade da assistência médica oferecida.

Além da questão da saúde, a pauta de reivindicações da categoria inclui outros pontos críticos para o cotidiano operacional. Os trabalhadores exigem:

  • Reajuste salarial integral
  • Melhores condições de trabalho
  • Fim da sobrecarga de funções
  • Contratação de novos profissionais
  • Renovação da frota de veículos

Em contrapartida, a estatal sustenta que apresentou uma proposta abrangente, contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo vigente, incluindo a manutenção da assistência médica. A empresa afirma que buscou exaustivamente uma solução negociada antes da deflagração do movimento.

Plano de continuidade operacional

Diante da paralisação, a estatal ativou um Plano de Continuidade de Negócios para mitigar os impactos no atendimento ao público e na logística de entregas. A estratégia envolve o remanejamento de pessoal e o reforço em áreas operacionais essenciais. Contudo, relatos sindicais indicam que, em diversas unidades, apenas os serviços administrativos internos permanecem em funcionamento.

Cenário financeiro e desafios da estatal

A greve eclode em um momento de fragilidade nas contas da empresa, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. Dados oficiais apontam que os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 30,36% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para buscar fôlego financeiro, a instituição aguarda a liberação de um empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser concretizado até 15 de setembro. O crédito é viabilizado por um consórcio bancário composto por instituições como Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul, conforme detalhado nas demonstrações financeiras divulgadas ao final de agosto.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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