N/A

CPI do INSS recorre contra decisões de Dino que barraram quebras de sigilo como a de Lulinha

5 views
CPI do INSS recorre contra decisões de Dino que barraram quebras de sigilo como a de Lulinha

A CPI do INSS decidiu recorrer da decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que suspendeu, no dia 5, as quebras de sigilos bancário e fiscal aprovadas pelo grupo, incluindo o sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Em um ofício elaborado pela advocacia do Senado na segunda-feira (9), a comissão argumenta que as quebras foram devidamente motivadas e estão dentro do escopo das investigações da CPI.

O grupo solicita que Dino reconsidere sua liminar. Caso o pedido seja negado, pede que a questão seja enviada com prioridade para julgamento do colegiado do Supremo, uma vez que os trabalhos da comissão estão se aproximando do fim. A decisão de Dino foi uma extensão de sua decisão anterior, que também favoreceu a empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha e supostamente ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, conforme a CPI.

Na semana passada, o senador Viana apresentou um pedido para que Dino comparecesse e explicasse as justificativas que embasaram suas decisões na comissão. O requerimento, que precisa ser aprovado pela CPI, será feito na forma de convite, o que significa que a presença de Dino não é obrigatória. A decisão do ministro ocorreu em um momento em que já circulavam publicamente dados bancários de Lulinha.

Embora não seja indiciado, Lulinha teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, a pedido da Polícia Federal. A CPI também havia aprovado a quebra. Segundo os dados bancários enviados à CPMI, Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Essas informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Folha. A defesa do filho do presidente alegou que o vazamento configura um crime grave e que comunicaria o fato às autoridades competentes.

A Polícia Federal investiga menções a Lulinha nas investigações da operação. Uma das linhas de apuração envolve a possibilidade de que ele tenha sido sócio oculto do Careca do INSS, identificado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nas aposentadorias. O nome de Lulinha também foi mencionado na CPI do INSS após uma reportagem do portal Poder360, que revelou que uma testemunha afirmou em depoimento à PF que o filho do presidente recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Além disso, a mesma testemunha, Edson Claro, ex-funcionário do Careca, afirmou que Lulinha teria recebido 25 milhões (sem especificar a moeda) do lobista e realizado viagens para Portugal com ele.


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Rolar para cima