Crise no fornecimento de energia elétrica em São Paulo gera críticas à concessionária
A crise recente no fornecimento de energia elétrica em São Paulo, marcada por apagões prolongados que afetaram milhões de consumidores, trouxe à tona um intenso debate sobre a eficácia da resposta das concessionárias e o número de equipes mobilizadas. Durante o auge dos blecautes, a empresa responsável pela distribuição na capital e em cidades paulistas anunciou a mobilização de 1,8 mil equipes em campo. Essa força-tarefa, segundo a companhia, tinha como objetivo restaurar rapidamente o serviço em um cenário de alta complexidade e danos extensos à rede. No entanto, a percepção de cidadãos e autoridades, incluindo o governador do estado, divergiu em relação à adequação dessa mobilização. A interrupção prolongada, que se estendeu por dias em algumas áreas, levantou sérias dúvidas sobre a capacidade operacional da empresa e a suficiência das equipes para lidar com a emergência.
A resposta da concessionária
A empresa de distribuição de energia elétrica, que opera na região metropolitana, informou ter mobilizado 1,8 mil equipes durante o pico da crise. A companhia justificou essa força-tarefa como uma resposta aos eventos climáticos extremos, que causaram quedas de árvores, postes danificados e interrupções em grande escala. A complexidade dos reparos, que exigiu acesso a locais de difícil acesso e a substituição de infraestrutura, foi apontada como um fator que prolongou o restabelecimento do serviço. A empresa reafirmou seu compromisso e o esforço dos trabalhadores para normalizar a situação.
Críticas do governo estadual
Em contraste, o governador de São Paulo expressou insatisfação com a atuação e o dimensionamento das equipes mobilizadas. Ele argumentou que, considerando a magnitude do desastre e o grande número de consumidores afetados, o efetivo mobilizado foi insuficiente. As críticas se concentraram na demora excessiva para o restabelecimento do serviço, que gerou prejuízos econômicos e transtornos à população. O governador destacou a necessidade de uma resposta mais ágil e robusta da concessionária, apontando falhas graves no plano de contingência. Ele ressaltou a importância de que, em casos de interrupções no fornecimento, os consumidores reportem imediatamente os problemas pelos canais oficiais da distribuidora, contribuindo para a identificação e resolução mais rápidas.
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Fonte: https://www.bbc.com
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