As críticas do pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, do União Brasil, se intensificaram recentemente. O episódio mais recente surgiu após Renan avaliar negativamente o novo jingle da pré-campanha de ACM Neto. Fontes do Política Livre indicam que o conflito tem raízes em divergências políticas que se acumulam desde a eleição municipal de São Paulo em 2024.
Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Renan Santos questionou a estratégia de comunicação de ACM Neto. Ele argumentou que a campanha deveria focar em questões como segurança pública, em vez de investir em um jingle de apelo popular. O dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que a peça publicitária subestimava o eleitorado baiano.
Entretanto, informações dos bastidores sugerem que a insatisfação de Renan com ACM Neto é anterior a esse episódio. A relação entre eles teria se deteriorado durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, quando Kim Kataguiri pretendia concorrer pelo União Brasil. Representantes do MBL realizaram várias reuniões com ACM Neto, buscando apoio para a candidatura de Kim. Contudo, Neto decidiu não intervir na disputa interna do partido, considerando que a definição da candidatura era uma questão local, envolvendo interesses do então presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite.
Após a desistência de Kim Kataguiri, o MBL passou a criticar severamente o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, durante a campanha municipal. No entanto, posteriormente, o movimento se aproximou da administração paulistana. Em 2025, Oliver Jesus Delgado Guajardo, ex-chefe de gabinete da vereadora Amanda Vettorazzo, foi nomeado para a Subprefeitura da Vila Mariana, um movimento que foi interpretado como uma reaproximação entre o grupo e a gestão municipal.
No contexto baiano, fontes do Política Livre relataram que o partido Missão considera não apoiar a candidatura de Neto, como uma forma de retribuição ao que ocorreu em São Paulo em 2024. Membros da legenda também têm defendido o voto nulo para o governo estadual. Em maio deste ano, Renan Santos já havia afirmado publicamente que não via em ACM Neto um projeto político suficientemente agressivo para enfrentar o PT na Bahia, descartando qualquer possibilidade de composição eleitoral.
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