Mensagens obtidas por investigações da Polícia Federal revelam que o empresário Daniel Vorcaro manteve conversas para adquirir uma participação significativa na arena do Palmeiras. As tratativas envolveram a intermediação jurídica e detalharam avaliações financeiras milionárias sobre o empreendimento esportivo localizado no estado.
As conversas expostas pelas autoridades apontam que o advogado Walfrido Warde iniciou os contatos com o ex-banqueiro após vitórias judiciais envolvendo a construtora responsável pela gestão do estádio. Durante as trocas de mensagens, o representante jurídico apresentou cifras bilionárias referentes ao valor de mercado do complexo e sugeriu a aquisição de uma fatia expressiva do negócio.
Negociações e tratativas sobre o estádio
Durante as conversas detalhadas nos registros oficiais, o advogado questionou o interesse de Daniel Vorcaro na aquisição de parte do patrimônio. Após a sinalização positiva do empresário, o intermediário apresentou estimativas financeiras que colocavam o valor total do empreendimento na casa dos bilhões, propondo a negociação de uma fração significativa do ativo.
Em resposta aos questionamentos levantados sobre a saúde financeira do espaço, explicações foram fornecidas indicando que o passivo estava sob controle de instituições financeiras e que compromissos pendentes com o clube paulista seriam quitados no período. As conversas também abordaram a possibilidade de encontros presenciais com os controladores da construtora responsável pela administração da arena.
Reuniões e posicionamento dos envolvidos
O relatório elaborado pelos investigadores aponta que houve insistência para o agendamento de reuniões entre os envolvidos na tratativa comercial. Cerca de vinte dias após os primeiros contatos, novos cobranças por posicionamento foram registradas, seguidas por ligações telefônicas entre os interlocutores para discutir o andamento das conversas sobre o estádio.
Procuradas pela imprensa, as defesas dos citados e os representantes legais optaram por não se manifestar sobre o teor das mensagens interceptadas. Por sua vez, a diretoria da instituição esportiva esclareceu que desconhecia as tratativas comerciais, ressaltando que a administração operacional e comercial do espaço compete integralmente à construtora parceira, cabendo ao clube apenas a gestão em dias de partidas e o recebimento de percentuais previstos em contrato.
Fonte: atarde.com.br
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