O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, protocolou na terça-feira (19) uma solicitação à Receita Federal, ao Banco Central e à Ancine, visando investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A representação levanta questões sobre a movimentação de recursos entre o Brasil e os Estados Unidos durante a produção do longa-metragem.
A investigação se intensificou após a divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que financiou a obra com um total de R$ 61 milhões. O deputado questiona por que a maior parte da produção, realizada no Brasil, necessitou de uma rota financeira que envolvesse o envio de valores para os Estados Unidos antes de retornar ao país para cobrir despesas e pagamentos a fornecedores locais.
Na representação, Lindbergh Farias destaca a necessidade de esclarecer essa movimentação financeira, indagando sobre a razão de uma obra audiovisual, cuja execução ocorreu majoritariamente no Brasil, ter seguido esse caminho para a quitação de custos relacionados à produção.
A Ancine, responsável pela regulação do setor cinematográfico, pode exigir a comprovação da regularidade da obra para emitir o Certificado de Regularidade Técnica (CRT), documento essencial para a exibição do filme nas salas de cinema brasileiras. O CRT é um requisito legal, e a ausência dele impede a exibição da obra no país.
O caso também está vinculado à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras associadas ao Banco Master. A situação se complica ainda mais com os áudios que revelam Flávio Bolsonaro solicitando pagamentos ao banqueiro para a produção do filme.
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