Celebrado em 1º de abril, o Dia da Mentira mistura história, tradição e pegadinhas
Todo 1º de abril é marcado por brincadeiras, notícias falsas e pegadinhas que tomam conta das redes sociais e até da imprensa. Mas, afinal, de onde surgiu o famoso Dia da Mentira?
A origem da data não é totalmente confirmada, mas uma das versões mais populares remonta à França do século XVI. Na época, o ano novo era comemorado no fim de março, com festividades que iam até o dia 1º de abril. No entanto, com a adoção do calendário gregoriano, instituído pelo papa Papa Gregório XIII em 1582, o início do ano passou a ser celebrado em 1º de janeiro.
Mesmo com a mudança, muitas pessoas continuaram comemorando o ano novo na antiga data, seja por resistência ou por falta de informação. Esses indivíduos passaram a ser alvo de piadas e brincadeiras, recebendo convites falsos para festas e sendo chamados de “todos de abril”.
Com o passar do tempo, a tradição se espalhou por outros países da Europa e ganhou diferentes formas. Na França, por exemplo, surgiu o costume de colar um peixe de papel nas costas das pessoas, dando origem ao termo “poisson d’avril” (peixe de abril). Já em países de língua inglesa, a data ficou conhecida como April Fools’ Day.
No Brasil, o Dia da Mentira chegou por influência europeia e se popularizou principalmente no século XIX, com a publicação de notícias falsas em jornais como forma de entretenimento. Um dos casos mais conhecidos foi a divulgação da falsa morte de Dom Pedro I, que acabou enganando leitores na época.
Hoje, a data segue viva, mas ganhou novos contornos com a internet. Marcas, veículos de comunicação e usuários das redes sociais aproveitam o 1º de abril para criar conteúdos criativos, sempre com o cuidado de não ultrapassar limites ou espalhar desinformação prejudicial.
Fonte: Bahia.ba
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