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Defesa diz que repasses a agência de viagens usada por Lulinha não têm relação com Careca do INSS

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Defesa diz que repasses a agência de viagens usada por Lulinha não têm relação com Careca do INSS

A defesa da empresária Roberta Luchsinger solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação de um vazamento de informações contidas em um relatório da Polícia Federal sobre os pagamentos realizados por ela a uma agência de viagens utilizada pelo filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. Os advogados argumentam que os repasses ocorreram antes do contrato e do recebimento de valores do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Na petição endereçada ao ministro André Mendonça, a defesa destaca que os dados financeiros de Roberta mostram que os pagamentos à agência de viagens Vulcano, utilizada por Lulinha, foram feitos até junho de 2024. Em contrapartida, o primeiro pagamento do Careca do INSS a Roberta foi registrado em novembro do mesmo ano. Assim, os advogados afirmam que não há ligação entre os supostos desvios de aposentadorias do INSS e os pagamentos à agência Vulcano.

A defesa critica a tese de que Roberta teria tentado "lavar dinheiro" por meio de viagens ao exterior, argumentando que isso seria risível, pois implicaria na fruição do valor e não em sua ocultação. Eles afirmam que a premissa do relatório, que foi vazada à imprensa, é falsa.

A Polícia Federal investiga se os recursos pagos pelo Careca do INSS a Roberta Luchsinger foram utilizados para financiar viagens de Lulinha. O relatório menciona pagamentos de R$ 641 mil feitos por Roberta à agência Vulcano e aponta que o e-mail do proprietário da agência, Daniel Peluso, está vinculado à emissão de passagens aéreas de Lulinha.

O relatório da PF afirma que os pagamentos foram realizados pela RL CONSULTORIA, com recursos recebidos do investigado, durante as fraudes bilionárias relacionadas aos descontos associativos do INSS. O e-mail de Daniel Peluso também aparece nos dados cadastrais de Lulinha, sugerindo que Roberta emitiu passagens para o filho do presidente.

A defesa de Roberta argumenta que o relatório da Polícia Federal analisou suas movimentações financeiras de maneira "atécnica e enviesada", com a intenção de incriminá-la. Os advogados afirmam que o relatório parte de uma premissa falsa ao afirmar que os gastos com a agência de viagens Vulcano não coincidem com o período em que Roberta foi remunerada pelos serviços prestados.

Além disso, a defesa menciona que um dos autores do relatório também participou da busca e apreensão na residência de Roberta em dezembro, adotando uma "postura absolutamente inadequada", embora não tenham fornecido detalhes sobre essa conduta. Eles ressaltam que essa situação, somada à participação do agente na busca e apreensão, reforça a necessidade de uma apuração rigorosa sobre a origem e a dinâmica dos vazamentos, considerando os graves prejuízos à investigação e às garantias constitucionais de Roberta Luchsinger.


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