Um grupo de vinte e cinco parlamentares democratas dos Estados Unidos enviou um documento oficial ao Departamento de Estado norte-americano cobrando explicações sobre a participação do governo Donald Trump na saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil e sua subsequente entrada em território americano. O questionamento central aborda se autoridades dos Estados Unidos facilitaram a viagem e a concessão de vistos ao parlamentar e aos seus familiares, mesmo diante de uma decisão judicial brasileira que determinava a retenção de seus passaportes.
Indagações sobre apoio diplomático e logístico
Os congressistas norte-americanos, que incluem integrantes do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, exigem esclarecimentos formais da pasta liderada por Marco Rubio a respeito de um eventual conhecimento prévio das restrições judiciais impostas ao senador brasileiro. O grupo também investiga se houve contatos diretos entre funcionários do governo Trump e representantes de Flávio, buscando apurar se foram prestados auxílios logísticos como transporte, voos, facilidades em agendamentos consulares ou acesso a áreas restritas de aeroportos.
Além disso, o documento questiona se ocorreu qualquer tipo de coordenação com órgãos de segurança e de justiça dos Estados Unidos para viabilizar a permanência do político estrangeiro no país. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, os parlamentares ressaltam que o Legislativo e a população norte-americana possuem direito legítimo de saber se recursos diplomáticos e migratórios foram empregados indevidamente.
Contexto da viagem e restrições judiciais
A polêmica envolve uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que havia ordenado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar brasileiro. A medida atendeu a um pedido formal da Polícia Federal, fundamentado em indícios e no risco iminente de fuga apontado no âmbito das investigações em curso contra o senador.
Apesar da proibição judicial brasileira, Flávio deixou o país utilizando um passaporte italiano, driblando as restrições impostas pela Justiça do Brasil. Diante da gravidade da situação institucional, os parlamentares democratas estabeleceram um prazo formal para que o governo dos Estados Unidos apresente uma resposta conclusiva sobre o episódio até o dia treze de novembro.
Fonte: politicalivre.com.br
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