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Desemprego em dezembro cai para 5,1%, menor nível da história, diz IBGE

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Desemprego em dezembro cai para 5,1%, menor nível da história, diz IBGE

O mercado de trabalho brasileiro alcançou um marco histórico no último trimestre de 2025, com a taxa de desemprego caindo para 5,1%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). Este é o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012. A pesquisa revelou que aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego entre outubro e dezembro de 2025, o que representa uma redução de 9% em relação ao trimestre anterior e uma queda de 17,7% em comparação ao mesmo período de 2024, quando o número de desocupados era de 6,7 milhões.

A população ocupada atingiu 103 milhões de pessoas, o maior número já registrado na série histórica. O crescimento foi de 0,6% no trimestre, com 565 mil pessoas a mais, e de 1,1% no ano, resultando em 1,2 milhão de novos ocupados. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, chegou a 58,9%, estabelecendo outro recorde histórico.

A taxa de subutilização, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas marginalmente inseridas no mercado de trabalho, atingiu 13,4%, o menor patamar desde o início da série histórica, com uma queda de 1,8 ponto percentual em relação a 2024. A população subutilizada somou 15,3 milhões, igualando o menor contingente registrado em 2014, enquanto a população subocupada por insuficiência de horas ficou em 4,5 milhões, com uma redução de 7,1% em relação ao ano anterior. A informalidade no mercado de trabalho continua significativa, com 37,6% da população ocupada, ou 38,7 milhões de pessoas, trabalhando sem carteira assinada ou em condições informais, um número ligeiramente inferior ao registrado no final de 2024.

O IBGE também analisou a evolução da ocupação por setores de atividade. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, o comércio, reparação de veículos e motocicletas apresentou um crescimento de 1,6%, com 299 mil novas contratações. O setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais teve um aumento de 1,5%, com 282 mil novos empregos. Na comparação anual, o setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas cresceu 3,7%, gerando 475 mil novos empregos, enquanto administração pública, educação e saúde registraram um aumento de 5,5%, com 1 milhão de pessoas a mais. Por outro lado, o setor de serviços domésticos apresentou uma queda de 4,9%, resultando em 289 mil trabalhadores a menos.

O rendimento médio mensal real também atingiu níveis recordes, alcançando R$ 3.613, com um aumento de 2,4% no trimestre e 5% no ano. A massa de rendimento real habitual, que representa o total de salários pagos, chegou a R$ 367,6 bilhões, refletindo um crescimento de 3,1% no trimestre e 6,4% no ano, evidenciando a recuperação do emprego e o crescimento econômico. Entre os setores, o maior crescimento da renda anual foi observado na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com um aumento de 9,3%, seguido pela construção civil com 5,5%, e informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas com 5,8%. O setor de administração pública, educação e saúde teve um crescimento de 4,7%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,4 milhões, o maior da série histórica, enquanto o número de empregados sem carteira caiu para 13,6 milhões. Os trabalhadores por conta própria totalizaram 26,1 milhões, mantendo a tendência de crescimento. No setor público, 13 milhões de trabalhadores registraram estabilidade no trimestre, com um crescimento de 3,9% no ano, também o maior número da série histórica. A Pnad Contínua avalia a força de trabalho da população com 14 anos ou mais, considerando tanto pessoas ocupadas quanto desocupadas. A taxa de desemprego inclui apenas aqueles disponíveis e em busca de trabalho, excluindo estudantes dedicados exclusivamente aos estudos e pessoas fora da força de trabalho. O resultado de 5,1% indica uma melhora contínua do mercado de trabalho brasileiro, com uma queda significativa na população desocupada, aumento da ocupação formal e estabilidade da informalidade.


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