A taxa de desemprego no Brasil, referente ao trimestre de novembro a janeiro, alcançou 5,4%. Esse resultado é superior ao recorde de 5,1% registrado no trimestre anterior, mas representa o menor índice para o período desde 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE, por meio da Pnad Contínua, que analisa o nível de desocupação no país.
A pesquisa indica que a população ocupada no Brasil, no trimestre encerrado em janeiro, totalizou 102,7 milhões de pessoas, o maior número já registrado na série histórica da Pnad Contínua. Esse total se manteve estável em relação ao trimestre anterior e apresentou um crescimento de 1,7% em comparação ao ano anterior, o que equivale a mais 1,7 milhão de pessoas.
O nível de ocupação, que representa a porcentagem de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,7%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, que foi de 58,8%. Em termos de desocupação, aproximadamente 5,9 milhões de pessoas estavam nessa situação no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Este número é o menor desde 2012 e permaneceu estável em comparação ao trimestre anterior, além de ter apresentado uma redução de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado, o que corresponde a 1,2 milhão de pessoas a menos.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652, o maior valor da série histórica, com um aumento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% em comparação ao ano anterior. A massa de rendimento real habitual também alcançou um recorde, totalizando R$ 370,3 bilhões, com um crescimento de 2,9% no trimestre e de 7,3% no ano.
A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, foi de 37,5%, o menor nível desde julho de 2020, representando 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, essa taxa era de 37,8%, e no mesmo período de 2024, estava em 38,4%.
A pesquisa também revelou que o número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, foi de 39,4 milhões no trimestre encerrado em janeiro, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e apresentando um aumento de 2,1% no ano, o que equivale a mais 800 mil pessoas. Em contrapartida, o total de empregados sem carteira no setor privado foi de 13,4 milhões, também estável tanto no trimestre quanto no ano.
O contingente de trabalhadores por conta própria foi de 26,2 milhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e aumentando 3,7% no ano, o que representa mais 927 mil pessoas. O número de trabalhadores domésticos, por sua vez, foi de 5,5 milhões, mostrando estabilidade no trimestre, mas uma redução de 4,5% em comparação ao ano anterior, com menos 257 mil pessoas.
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