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Dinheiro esquecido: Banco Central aponta R$ 5,6 bilhões disponíveis para resgate

Dinheiro esquecido: Banco Central aponta R$ 5,6 bilhões disponíveis para resgate

O Banco Central (BC) divulgou uma atualização sobre os chamados “recursos esquecidos” no sistema financeiro nacional. Segundo os dados mais recentes, contabilizados até julho deste ano, ainda existem R$ 5,64 bilhões que podem ser resgatados por cidadãos e empresas que deixaram valores parados em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras.

Volume de recursos e alcance do sistema

A estimativa oficial indica que cerca de 23,6 milhões de pessoas, incluindo CPFs de falecidos e CNPJs de empresas, possuem direito a algum montante. O acesso a essas informações é centralizado e deve ser feito exclusivamente por meio do site oficial valoresareceber.bcb.gov.br, que orienta o passo a passo para a solicitação da devolução.

Destinação dos valores e o Fundo de Garantia

Parte desses recursos ganhou um novo destino estratégico pelo governo federal. Em maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram direcionados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). O objetivo é oferecer garantias a instituições financeiras, servindo como uma rede de proteção contra eventuais inadimplências em programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola 2.0.

Para assegurar o direito dos correntistas, o governo estabeleceu uma regra de segregação. Foi definido que 10% do saldo transferido ao fundo permaneceria disponível especificamente para cobrir eventuais pedidos de resgate realizados pelos titulares dos valores.

Debate sobre o orçamento e fiscalização do TCU

A movimentação desses recursos fora do orçamento público atraiu a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde junho, técnicos do órgão investigam a utilização desses montantes para financiar programas federais sem a devida inclusão nas peças orçamentárias tradicionais.

A controvérsia reside no fato de que, ao não passarem pelo orçamento da União, esses gastos não são contabilizados nos limites impostos pelo arcabouço fiscal, que restringe o crescimento das despesas a 2,5% acima da inflação ao ano. Caso fossem formalmente integrados, o governo seria obrigado a realizar bloqueios equivalentes em outras despesas discricionárias para manter o equilíbrio das contas públicas.

Impacto nas contas públicas e ministérios

O cenário de restrição orçamentária permanece desafiador. Em julho, o governo reportou o bloqueio de R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios. Essa limitação tem gerado impactos diretos em áreas essenciais, como investimentos em tecnologia, atividades de fiscalização e a qualidade da prestação de serviços por parte das agências reguladoras.

Fonte: bahianoticias.com.br


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