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Dólar em queda pressiona juros com foco em Trump e dados dos EUA

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Dólar sobe com persistente aversão a risco externo por ameaças de Trump

O dólar apresenta queda na manhã desta quinta-feira, 22, operando em torno de R$ 5,31 no mercado à vista por volta das 9h30. Essa movimentação está influenciando a curva de juros para baixo, em sintonia com a redução dos rendimentos dos Treasuries intermediários e longos, além da desvalorização da moeda americana em meio a incertezas geopolíticas. Na quarta-feira, 21, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma estrutura de acordo para a Groenlândia e a suspensão de tarifas a países europeus, embora sem fornecer detalhes.

O mercado aguarda um novo discurso de Trump em Davos, programado para às 11h, além de dados sobre o PIB e o PCE dos EUA, e os números de arrecadação de dezembro no Brasil. A mediana das Projeções Broadcast indica uma arrecadação de R$ 290,1 bilhões em dezembro, após R$ 226,753 bilhões em novembro. Essa mediana representa um aumento de aproximadamente 6,5% em comparação com dezembro de 2024, impulsionada pelo bom desempenho do IOF.

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No cenário eleitoral, uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg revela estabilidade na avaliação do presidente Lula em janeiro, com 48,7% de aprovação e 50,7% de desaprovação. A avaliação do governo permanece equilibrada, com 47,1% considerando-o ótimo ou bom e 48,5% o classificando como ruim ou péssimo. Apesar da forte rejeição entre os jovens, Lula é o líder político com a imagem menos negativa. As avaliações setoriais do governo Lula, em geral, são inferiores às do ex-presidente Jair Bolsonaro, exceto no turismo. No entanto, políticas como o Farmácia Popular e a isenção do IR até R$ 5 mil têm recebido alta aprovação.

No noticiário corporativo, um fundo da Trustee DTVM, vinculado ao Banco Master, investiu quase R$ 10 milhões na BSF Gestão em Saúde, que está envolvida em descontos ilegais a aposentados do INSS. O presidente interino da CVM, João Accioly, manifestou apoio a uma mudança legal que permita à CVM compartilhar com o Banco Central a supervisão dos fundos de investimento.

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No cenário internacional, em um discurso em Davos, Donald Trump formalizou o Conselho de Paz como uma organização internacional, afirmando que a aliança atuará com diversos países além da ONU. Entre os signatários do documento estão Argentina, Hungria, Paraguai, Arábia Saudita, Turquia, Indonésia, Mongólia e Azerbaijão. Na Turquia, o Banco Central reduziu as principais taxas de juros em 100 pontos-base, com a taxa básica caindo de 38% para 37% ao ano. Essa decisão foi tomada em resposta à desaceleração da tendência subjacente da inflação, apesar da pressão recente nos preços dos alimentos.


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