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Dólar supera a marca de R$ 5 e bolsa brasileira registra recuo

Dólar supera a marca de R$ 5 e bolsa brasileira registra recuo

O mercado financeiro brasileiro apresentou um dia de instabilidade nesta terça-feira (13). O dólar encerrou o pregão com valorização de 0,71%, voltando a ser negociado acima da barreira de R$ 5, com a cotação final fixada em R$ 5,02. O movimento reflete, em grande parte, o comportamento da moeda norte-americana no cenário internacional, que pressionou as divisas emergentes ao longo do dia.

Simultaneamente, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) seguiu uma trajetória de desvalorização, fechando o dia com queda de 1,04%, aos 206.887 pontos. Analistas apontam que este recuo é um movimento técnico esperado pelo mercado, conhecido como realização de lucros, após uma sequência de pregões positivos que permitiu aos investidores garantirem ganhos acumulados recentemente.

Dinâmica setorial e desempenho das commodities

O desempenho da bolsa foi marcado por uma divergência setorial significativa, fortemente influenciada pelas oscilações das commodities globais. As empresas do setor de petróleo registraram ganhos expressivos, impulsionadas pela valorização do barril no mercado externo. A Petrobras apresentou alta superior a 1,2%, enquanto a PRIO destacou-se com um salto de 3,17%.

Em contrapartida, o setor de mineração atuou como um peso negativo para o índice principal. As ações da Vale sofreram desvalorização, acompanhando a queda no preço do minério de ferro negociado na China. Esse movimento setorial foi determinante para impedir uma recuperação mais robusta do índice Ibovespa durante a sessão.

Incertezas macroeconômicas e o cenário externo

O comportamento dos investidores permanece cauteloso diante de um ambiente de maior aversão ao risco. A alta nos juros futuros no Brasil sinaliza uma preocupação crescente do mercado com a trajetória do orçamento público e as incertezas políticas que rondam o país. Segundo dados da B3, a volatilidade tem sido uma constante nas últimas semanas.

Além das questões domésticas, o mercado global mantém o foco nos Estados Unidos. A expectativa por novos indicadores de inflação e a divulgação de balanços corporativos norte-americanos dominam a agenda. Esses dados são fundamentais para que o mercado ajuste suas apostas sobre a política monetária do Federal Reserve, o que influencia diretamente o fluxo de capitais para países como o Brasil.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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